INCLUSÃO DIGITAL EM IDOSOS: REVISÃO DA LITERATURA

  • Bruna Hertzog Bridi Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • Eloisa Leonardi Pereira Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • João Luís Almeida Weber Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG

Resumo

INTRODUÇÃO: Atualmente vivemos em um mundo informatizado, no qual o computador está presente na vida de muitas pessoas e quem não o tem acaba por ficar absorto frente a informação. Em geral, a população idosa sente dificuldades e até incapacidade em aprender a manusear um computador e outros eletrônicos, por consequência de diversas causas, entre as quais o declínio cognitivo, presente até mesmo na senescência e o contato tardio com a tecnologia. Porém, a necessidade de inserção no meio digital vem crescendo juntamente com o desejo dos idosos em aprender a utilizar as ferramentas que englobam o mundo digital. Em vista disso, o presente trabalho possui o objetivo de entender o que as ferramentas digitais mudam na vida dos idosos, juntamente com suas motivações e dificuldades em meio disso. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O envelhecimento é um mecanismo inato que engloba o processo físico, emocional e cognitivo do indivíduo, que possui como características a perda de neurônios e outras modificações que levam a alteração cognitiva leve, considerado natural no processo de envelhecimento humano (FICHMAN et al., 2005). Por outro lado, existem funções cerebrais que se estabilizam ou experimentam um crescimento. Porém, a imagem que a sociedade possui do idoso é a de improdutividade. Consequentemente, estabeleceu-se determinados papéis na sociedade de acordo com a faixa etária dos indivíduos, deixando a população idosa excluída. Com o advento da tecnologia, as funções que antes os idosos ocupavam no mercado de trabalho foram sendo substituídas por máquinas, novas habilidades, como a de manusear um eletrônico, surgiram e funções que antes eram simples, como retirar o dinheiro do caixa, se tornaram mais difíceis (DIAS, 2012). Como se sabe, o declínio cognitivo também surge na senescência, onde a capacidade de armazenar informações, se não solicitadas a curto prazo, já não funciona de forma adequada. Por meio desse declínio na cognição, há dificuldades em memorizar comandos complexos presentes no meio digital. Todavia, como os idosos vivem em um mundo informatizado, o desejo e a motivação de aprender a manusear eletrônicos vêm crescendo, juntamente com a necessidade de inserção no meio social e entretenimento (FRAQUELLI, 2008). MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa realizada neste trabalho é classificada como qualitativa, exploratória e bibliográfica, pois compreende a leitura e analise de artigos científicos já publicados em língua portuguesa sobre uma determinada temática. Carlos Gil (2006), afirma que a pesquisa bibliográfica possui como principal vantagem, possibilitar ao investigador a cobertura de uma gama de acontecimentos, muito mais ampla do que aquela que poderia pesquisar diretamente. Consequentemente, foi possível desenrolar tópicos importantes para o entendimento do assunto como um todo, ressaltando. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Através dos estudos abordados, percebe-se que a inclusão digital e acesso à internet auxilia no contato com a família e amigos, na aprendizagem da linguagem virtual e na comunicação com o mundo. No início do aprendizado, os idosos experimentam um sentimento de incapacidade, atribuído a idade, porém a medida em que avançam, percebem que ainda possuem a capacidade de aprender coisas novas (NUNES, 2006). Além disso, a ferramenta de tecnologia assistiva (TA) é um recurso que possibilita acessibilidade e independência ao idoso ou a pessoa com deficiência, frente ao eletrônico. O TA promove adaptações no teclado, mouse e software, propiciando a interação do usuário com o meio digital de forma mais acessível (TAVARES et al, 2012). CONCLUSÃO: Apesar do declínio da capacidade cognitiva em idosos e do sentimento de inabilidade perante novos aprendizados, é possível inserir os idosos no mundo digital, através de ajuda, cursos e de implementação da tecnologia assistiva em eletrônicos. Além do meio digital possibilitar acesso a informação e entretenimento, o que mais é valorizado pelos idosos é o contato com os familiares e amigos por meio das redes sociais. Desse modo, é importante pontuar que o acesso ao meio digital é um direito que os idosos possuem e é importante que as pessoas ao seu redor os ajudem no ensino e manuseio, pois atualmente, a internet representa parte da socialização da vida de um indivíduo.


REFERÊNCIAS

DIAS, I. O uso das tecnologias digitais entre os seniores: motivações e interesses. Sociologia: Problemas e Práticas, n.68, p.51-77, 2012.

FICHMAN, H. C. Declínio da capacidade cognitiva durante o envelhecimento. Revista Brasileira de Psiquiatria. Rio de Janeiro. 2005, v.27, n.1, p.79-82.

FRAQUELLI, A. A. A Relação Entre Auto-Estima, Auto-Imagem e Qualidade de Vida em Idosos Participantes de uma Oficina de Inclusão Digital. Porto Alegre: PUCRS, 2008. Dissertação (Mestrado em Gerontologia Biomédica) Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010

NUNES, V. P. C. A Inclusão Digital e sua Contribuição no Cotidiano de Idosos: Possibilidade para uma Concepção Multidimensional de Envelhecimento. Porto Alegre: PUCRS, 2006. Dissertação (Mestrado em Gerontologia Biomédica) Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Publicado
2018-06-26
Seção
Grupo de Trabalho 1: Direitos Humanos e Transformação Social