PREVALÊNCIA DE DESNUTRIÇÃO EM IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS DE CAXIAS DO SUL-RS

  • Joana Zanotti FSG
  • Beatris dos Santos FSG Centro Universitário
  • Cláudia Moresco FSG Centro Universitário
  • Roberta Schardong FSG Centro Universitário

Resumo

INTRODUÇÃO: Estima-se que no Brasil, haverá a existência de aproximadamente 17,6 milhões de idosos e até 2025 esta população crescerá 16 vezes, ocupando o sexto lugar na classificação do ranking mundial (NETO et al., 2017). A desnutrição é uma importante alteração nutricional em idosos institucionalizados por estar associada a um grande número de infecções e à redução da qualidade de vida, realidade que causa um aumento da mortalidade à medida que a idade vai avançando. Diante destes argumentos, o objetivo desse trabalho foi avaliar a prevalência de desnutrição em idosas institucionalizadas de Caxias do Sul –RS. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Os idosos necessitam de cuidados especiais, pois a grande maioria são mais vulneráveis, especialmente analfabetos, sem companheiro (a) ou sem filhos (as). A prática de atividade física é reduzida e muitos não conseguem caminhar, necessitando de auxílio para se locomover. Além disso, a maioria dos indivíduos institucionalizados apresenta diagnóstico de Alzheimer, Parkinson ou sequela motora de acidente vascular encefálico, hipertensão arterial, diabetes mellitus ou fazem uso de medicações (LINI et al., 2016). De acordo com estudo de Pereira & colaboradores (2015), realizado em quinze instituições de longa permanência, 66,3% dos idosos avaliados estavam desnutridos e em risco de desnutrição. Esse resultado demonstra a importância de uma abordagem nutricional adequada para o idoso, melhorando assim a qualidade de vida e a saúde destes indivíduos.  MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico observacional, transversal, os dados foram coletados nas Clínicas Geriátricas da cidade de Caixas do Sul, Rio grande do Sul. Obteve-se dados referentes a idade, peso e Índice de Massa Corporal (IMC) aonde foi avaliado o valor ≤ 22,0kg/m² como baixo peso, significando desnutrido. Todas as voluntárias foram convidadas a participar do estudo. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer de aprovação número 1.628.941 e todas voluntárias assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS E DISCUSSÕES: obteve-se um total de 211 idosas, com idades entre 60 e 102 anos. A média de peso destas idosas foi de 66,22kg, obtendo-se um IMC com média de 27,58kg/m². Do total da amostra observou-se um percentual de 14% (n=30) de desnutrição. De acordo com Silva at al., (2015), o desequilíbrio nutricional no idoso está ligado ao baixo consumo alimentar, ocasionando um déficit nutricional, essa desnutrição vem aumentando nos últimos anos em idosos, entre valores que variam de 15 a 60% dependendo do diagnóstico realizado. Segundo Azevedo et al., (2017), em estudo realizado em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos, observou-se que 66,7% dos idosos encontrava-se desnutridos e 26,7% demonstraram risco de desnutrição. Dados semelhantes ao estudo de Damo et al., (2018), que da mesma forma demonstrou prevalência, 74,7% de desnutrição na Instituição de Longa Permanecia para Idosos analisada. CONCLUSÃO: Concluímos neste estudo a baixa prevalência de desnutrição, sendo considerado inferior quando comparado a outros estudos. Desta forma, a ingestão alimentar dos idosos deve ser monitorada para que o estado nutricional não seja prejudicado.

Biografia do Autor

Joana Zanotti, FSG

Nutricionista. Especialista em Clínica e Terapêutica Nutricional. Mestra em Ciências Médicas

Publicado
2020-12-11
Seção
GT1 (2020): Relação entre Epidemiologia de Doenças e Meio Ambiente