A SUSTENTABILIDADE COMO ALTERNATIVA DE MINIMIZAÇÃO DOS PROBLEMAS SOCIOAMBIENTAIS NA SOCIEDADE CONSUMOCENTRISTA

  • Cleide Calgaro Universidade de Caxias do Sul
  • Agostinho Oli Koppe Pereira Universidade de Passo Fundo - UPF

Resumo

INTRODUÇÃO (manter este título): No presente trabalho pretende-se estudar a sustentabilidade como mecanismo para minimizar os problemas socioambientais existentes na sociedade consumocentrista. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA (manter este título): Nos tempos atuais vive-se numa sociedade baseada no consumocentrismo que se caracteriza “pelo fato do consumo estar no centro da vida das pessoas” (CALGARO, PEREIRA, 2019, p.406). Desta forma se possui um consumo dirigido, “onde existe o adestramento dos consumidores para comprar e usufruir de bens e serviços de que, muitas vezes, não necessitam. Isso leva a uma individualização cada vez maior das pessoas, onde a preocupação desses indivíduos não está na sociedade e sim em si mesmas.” (CALGARO, PEREIRA, 2019, p.406). Com isso, os problemas socioambientais “já não interessam tanto, interessa mais a nova moda a ser lançada e as questões mercadológicas. É a difusão do aparentar em detrimento do ser e do ter, onde as pessoas sob o fascínio do consumo se conjugando com o vazio e o espetáculo que essa sociedade consumocentrista oferece.” (CALGARO, PEREIRA, 2019, p.406). O consumocentrismo acarreta problemas socioambientais, os quais precisam ser minimizados. Assim, a sustentabilidade apresentada na Conferência de Estocolmo que trouxe o tripé, econômico, ambiental e social, pode ser um caminho para equacionar esses problemas dentro do modelo de sociedade capitalista e consumocentrista. Deste modo, a sustentabilidade em suas dimensões deve buscar uma alternativa para equacionar crescimento econômico com uma preocupação social e ambiental. Nessa perspectiva os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as 169 metas que são estabelecidos até 2030 pela ONU (NAÇÕES UNIDAS, 2019) visam essa preocupação de equacionar o tripé da sustentabilidade. A Agenda 30 traz às metas que norteiam a concepção de desenvolvimento sustentável, sendo “um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade” (NAÇÕES UNIDAS DO BRASIL, 2015). Além disso, a Agenda objetiva fortalecer a paz universal com mais liberdade, onde se reconhece que é necessário a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, sendo isso o maior desafio global e um requisito imperativo para o desenvolvimento sustentável. (NAÇÕES UNIDAS DO BRASIL, 2015). Os países devem buscar medidas urgentes para que isso seja implementado e que se procure para o mundo um caminho sustentável e resiliente. MATERIAL E MÉTODOS (manter este título): O método utilizado é o analítico. CONCLUSÃO (manter este título): Os objetivos permitem buscar possibilidades de soluções aos problemas socioambientais apresentados no mundo como a educação, a inclusão, a preservação, o consumo consciente, a redução da fome e da pobreza, a despoluição dos mares e oceanos, a cidades sustentáveis, entre outros, que permitem que se consiga uma sociedade melhor, equitativa, solidária e mais justa.

 

REFERÊNCIAS

Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano – 1972. Documento também conhecido como Declaração de Estocolmo.  Disponível em: <https://www.apambiente.pt/_zdata/Politicas/DesenvolvimentoSustentavel/1972_Declaracao_Estocolmo.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2019.

CALGARO, Cleide; PEREIRA, Agostinho Oli Koppe. O Constitucionalismo Latino-Americano e o Consumocentrismo: As Consequências Socioambientais na Sociedade Moderna. RJLB - REVISTA JURÍDICA LUSO-BRASILEIRA, v. 6, p. 391-425, 2019.

CALGARO, Cleide; PILAU SOBRINHO, Liton Lanes. Sustentabilidade e os problemas socioambientais na sociedade consumocentrista. REVISTA DA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, v. 76, p. 155-182, 2020.

NEVES, Lafaiete Santos. Sustentabilidade: anais de textos selecionados do 5º seminário sobre sustentabilidade. Curitiba; Juruá. 2011.

 

NAÇÕES UNIDAS DO BRASIL. Agenda 30. 2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em 09 abril 2020.

NAÇÕES UNIDAS. Conheça os novos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Disponível: <https://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/>. Acesso em: 02 set. 2019.

Biografia do Autor

Cleide Calgaro, Universidade de Caxias do Sul

Pós-Doutora em Filosofia e em Direito ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Doutora em Ciências Sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Doutora em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, na condição de taxista CAPES. Doutoranda em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. Mestra em Direito e em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Atualmente é Professora da Graduação e Pós-Graduação em Direito na Universidade de Caxias do Sul. É Líder do Grupo de Pesquisa “Metamorfose Jurídica” da Universidade de Caxias do Sul-UCS e Vice-Líder do Grupo de Pesquisa “Filosofia do Direito e Pensamento Político” da Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Atua como pesquisadora no Grupo de pesquisa “Regulação ambiental da atividade econômica sustentável (REGA)” da Escola Superior Dom Helder Câmara e no CEDEUAM UNISALENTO - Centro Didattico Euroamericano sulle Politiche Costituzionali na Università del Salento-Itália. É membro do Comitê Assessor de Ciências Humanas e Sociais da FAPERGS: Membro Titular (2019-2021). Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1840-9598. CV: http://lattes.cnpq.br/8547639191475261. E-mail: ccalgaro1@hotmail.com

Agostinho Oli Koppe Pereira, Universidade de Passo Fundo - UPF

Pós-doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (2016). Doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2002). Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1986). Especialista em Metodologia do Ensino e da Pesquisa Jurídica pela Universidade de Caxias do Sul (1984). Graduado em Direito pela Universidade de Caxias do Sul (1978). Atualmente é professor colaborador na Universidade de Passo Fundo, atuando no Curso de Mestrado em Direito. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito do Consumidor, atuando principalmente nos seguintes temas: Relação de Consumo, Consumocentrismo, Filosofia do Direito, Teoria Geral do Direito, Direito Ambiental e Novos Direitos. É participante do Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica, vinculado a Área de Conhecimento das Ciências Jurídicas e Mestrado/Doutorado em Direito da Universidade de Caxias do Sul

Publicado
2020-12-11
Seção
GT5 (2020): Sustentabilidade e Responsabilidade Social (Tecnologia e Ambiente)