A presença do estado na formulação das políticas: A atualidade do pensamento de Celso Furtado na constituição do PAEG e do PAC

  • Deivis Cassiano Philereno
  • Adão Clóvis Martins dos Santos
  • Lucas Taufer
  • Claudio Rotta
  • Fernanda Mattioda Philereno

Resumo

Enquanto o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG), desenvolvido no governo Castelo Branco no período 1964-1967, tinha como meta retomar o crescimento econômico a partir do controle da inflação, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo Governo Lula, tem buscado o crescimento econômico a partir de um conjunto de políticas econômicas de incentivo aos investimentos. Embora sejam programas com caráter de intervenção governamental, ambas as experiências apresentam diferenças no que tange as suas finalidades e restrições. O presente estudo tem por objetivo analisar a presença do Estado na elaboração do PAEG e PAC sob a ótica de Celso Furtado (1920-2004). Para isso, utilizou-se como metodologia a pesquisa bibliográfica. Constatou-se que os planos elaborados pelo governo não foram suficientes para alavancar o desenvolvimento do país. No primeiro programa observou-se que a prioridade do governo estava em investir em indústrias que concentrassem elevada participação de mão de obra (rodovias, energias). Já, o segundo programa, o PAC 1 e em complemento o PAC 2, foram os que mais se aproximaram do que sugeriu Furtado, porém, de forma modesta.
Publicado
2014-10-28
Seção
Artigos da Revista