A RELAÇÃO DA FORMAÇÃO DISCURSIVA A PARTIR DO CONCEITO DE FILTRO INVISÍVEL NO BUSCADOR GOOGLE E NO FACEBOOK

Pedro Augusto Bocchese, Giovanna Benedetto Flores

Resumo


Em um ambiente em que as relações baseiam-se no mundo virtual, tanto no que tange a busca por conhecimento como nos processos de colaboração e relações humanas, a sociedade está utilizando mecanismos de busca para adaptar-se nesse novo universo de interesses. Para Ruiz (2010, p.16), “somos desafiados a selecionar e atribuir significação àquilo que identificamos como pertinente a nosso universo de interesses”. O objetivo geral deste artigo é analisar discursivamente a relação da formação discursiva a partir do conceito do Filtro Invisível no buscador Google e na rede social Facebook, ou seja, até onde estamos submetidos a concordar com as formas de funcionamento dos buscadores e redes sociais que utilizamos. O Filtro Invisível foi um conceito originado no TED por Eli Pariser. O TED (acrônimo de Technology, Entertainment, Design; em português: Tecnologia, Entretenimento, Design) traz uma série de conferências realizadas na Europa, na Ásia e nas Américas destinadas à disseminação de ideias. Suas apresentações são limitadas a dezesseis minutos, e os vídeos são divulgados na internet. Eli Pariser trouxe uma reflexão a respeito da forma que os algoritmos criados pelos buscadores e redes sociais retornam registros. Para ele, o processo de personalizar o indivíduo, gerado por esses mecanismos de busca faz com que as pessoas não tenham ciência do que não está retornado, e sim, acredita que tudo que está visível é o que existe. Esta pesquisa tem como sustentação teórica a Análise do Discurso, produzindo desse modo gestos de interpretação e tendo como dispositivo teórico/analítico as noções de formação discursiva, memória discursiva e metálica e a individuação. Os principais autores utilizados nesta pesquisa são Pêcheux, Courtine, Baronas, Foucault, Indusky e Orlandi.

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