INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS SOCIOECONÔMICAS NO SPREAD BANCÁRIO BRASILEIRO

  • Michelle Nunes Garcia
  • Odilon José de Oliveira Neto
  • Renata Mendes de Oliveira

Resumo

Como forma de gerenciar seus ativos e garantir lucros, mesmo diante dos riscos de inadimplência, de liquidez e de taxa de juros, os bancos em geral, focalizam o spread bancário. Neste contexto, estudos como os de Saunders e Schumacher (2000), Afonso, Kohler e Freitas (2009) e Silva, Ribeiro e Modenesi (2016), tiveram como objeto de estudo o spread bancário. Mas, após a realização de uma revisão de literatura mais aprofundada, verificou-se a necessidade de avançar na pesquisa quanto à influência de variáveis socioeconômicas que, hipoteticamente, poderiam afetar o comportamento do spread bancário. Diante disso, o presente estudo objetivou examinar quais as variáveis, caracterizadas no contexto socioeconômico e monetário, mais influenciaram o spread bancário brasileiro entre os anos de 2002 a 2016. Com essa finalidade, realizou-se sequencialmente a verificação da estatística descritiva e de correlação linear dos dados, e a análise de regressão linear múltipla por etapas, tendo o spread bancário brasileiro como variável dependente e como variáveis independentes: a inadimplência, o volume de crédito, os índices de inflação (INPC e IPCA), a taxa de juros Selic, a taxa de câmbio, a renda, a taxa de desemprego, o Produto Industrial Nacional (PIN) e o Produto Interno Bruto (PIB). Em suma, os resultados da pesquisa permitiram concluir que as variáveis que mais influenciaram as variações do spread bancário brasileiro entre os anos de 2002 a 2016 foram à renda, a taxa Selic, o Produto Interno Bruto, o Produto Industrial Nacional e o volume de crédito.

Publicado
2018-11-25