AQUISIÇÃO DE HABILIDADES AQUÁTICAS: UM ESTUDO DE CASO

  • N. P. PILATTI Faculdade Serra Gaúcha - FSG
  • J. L. DEMARI

Resumo

O ambiente aquático proporciona ao indivíduo experiências e vivências novas e variadas, favorecendo a percepção sensorial e a ação motora. Reconhecendo a necessidade da pessoa com paralisia cerebral de movimentos corporais, este estudo teve como objetivo verificar a aquisição de habilidades aquáticas de uma criança com paralisia cerebral participante de um programa de atividades aquáticas. Utilizou-se uma pesquisa descritiva, com estudo de caso. Participou da pesquisa uma menina de três anos de idade diagnosticada com encefalopatia crônica não progressiva da infância (ECNPI) ou paralisia cerebral. Para investigar a aquisição de habilidades aquáticas foi desenvolvida e validada uma matriz de observação. A mesma foi utilizada na verificação do estado inicial de habilidade aquática e também durante o desenvolvimento do programa de intervenção para acompanhar a aquisição de habilidades. O programa teve a duração de 06 meses com freqüência de duas aulas semanais, de aproximadamente 45 minutos cada. Ao analisarmos os resultados em cada habilidade proposta percebemos que: na respiração obteve progressos, mas não foi alcançado o objetivo; na imersão: alcançou o objetivo, mas sempre com o auxilio do professor; a flutuação, não foi alcançada de forma efetiva. Os deslocamentos e os saltos ficaram muito próximos do comportamento esperado. Observou-se uma melhora crescente em todas as habilidades, isto indica que com mais alguns meses ou um aumento no número de sessões semanais os objetivos poderiam ser alcançados. Com isso pode-se concluir que o programa interferiu positivamente na aquisição das habilidades aquáticas.

Publicado
2018-04-11