CONTROLE INIBITÓRIO EM CRIANÇAS COM DESENVOLVIMENTO MOTOR TÍPICO E COM ATRASO MOTOR

SARTORI R. F., COSTA J. L., WOLKMER A. R., MEZZOMO I., ZANQUIN L., VALENTINI N. C.

Resumo


Atualmente têm se destacado a importância da inibição seletiva de comportamento para as atividades motoras. Objetivo: Avaliar o controle inibitório, um dos componentes das FE, em crianças com comportamento motor típico e com atraso motor. Método: Participaram do estudo 160 crianças (56% meninos), com idades entre 8 e 10 anos de escolas públicas e privadas da Serra Gaúcha e Porto Alegre-RS. Foram incluídas no estudo crianças com termo de consentimento livre e esclarecido assinado pelos responsáveis, sem condições médicas que inviabilizassem a execução das tarefas. As crianças foram submetidas ao teste Movement Assessment Battery for Children – Second Edition (MABC-2), uma bateria voltada para identificação de desordens motoras. A partir dos resultados da MABC-2 foram organizados dois grupos de análise, um com desenvolvimento motor típico (DM), e o outro com atraso motor (AM,) (percentil menor que 16). Os sujeitos foram submetidos a tarefa Gonogo App, desenvolvido com base no paradigma de inibição de comportamento, modulação e inibição de resposta denominada Gonogo. O Gonogo App foi realizado em quatro modalidades de input-output: auditivo-motor; visual-motor, auditivo-verbal e visual-verbal. Em cada uma das modalidades o sujeito precisa inibir respostas automáticas dadas ao receber determinado estímulo. Foi utilizada análise descritiva, através de média e desvio padrão. Na análise inferencial foi testada a normalidade dos dados das varáveis contínuas através do Teste de Komogorov-Smirnov. Dessa forma, foi utilizado o teste Teste Mann-Whitney U para amostras independentes. Para todos os testes foi adotado um p≤0,05. Os dados foram armazenados no programa Excel e analisados pelo programa SPSS 20.0. Resultados: Foi encontrada diferença significativa entre os grupos de desenvolvimento típico e atraso motor, em todas as variáveis de input-output, menos na tarefa auditivo-verbal. Na tarefa auditivo-motora DT=7,75 (DP=3,13), AM=4,54 (DP=3,10); visual-motora DT=6,50 (DP=3,43), AM=4,13 (DP=2,45); auditivo-verbal DT=3,02 (DP=2,50) AM=2,71 (DP=1,87); e visual-verbal DT=3,05 (DP=1,87) AM=1,81 (DP=1,55). Conclusão: Os resultados evidenciaram a dificuldade de realização das tarefas de controle inibitório no grupo com atraso motor nas várias modalidades das tarefas de controle inibitório. No entanto, tarefas com estímulos auditivos com respostas verbais não produziram diferenças entre os grupos.


Palavras-chave


Funções executivas, Controle Inibitório, Atraso motor

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.