DESEMPENHO MOTOR DE PRÉ-ESCOLARES EM CONTEXTO DE APRENDIZAGEM E A PERCEPÇÃO DAS MÃES SOBRE A COMPETÊNCIA MOTORA DOS FILHOS: UM ESTUDO ASSOCIATIVO

FRANCISCO P. S., ZANELLA L. W., SOUZA M. S., VALENTINI N. C.

Resumo


Crianças pré-escolares podem atingir proficiência motora em habilidades fundamentais e seus pais podem ser aliados nesse processo, potencializando o desenvolvimento através de oportunidades e estímulos motores adequados no cotidiano. Objetivo: Verificar as associações entre o desempenho motor de pré-escolares e a percepção das mães e responsáveis legais do sexo feminino a respeito do desempenho motor de seus filhos, e comparar as categorias de competência motora. Métodos: Participaram 38 crianças, 4 a 6 anos, de escolas públicas e seus responsáveis legais do sexto feminino. O Test of Gross Motor Development–2 foi aplicado no contexto das aulas de Educação Física para avaliar o desempenho motor nas categorizações da competência motora baixa, moderada e alta. Para avaliar a percepção das responsáveis sobre o desenvolvimento motor das crianças, utilizou-se o Domínio da Motricidade do inventário IDADI, em suas quatro categorias (controle do corpo antigravitacional em deslocamento, equilíbrio estático e dinâmico, habilidades de locomoção, habilidades de controle de objetos). Estatística descritiva e correlação de Person foram utilizadas. Resultados: forma observadas 1) associações negativas, fracas e não significativas (p>0,05) entre a percepção das responsáveis com a competência motora real das crianças com baixa competência motora (r = -0,024), moderada competência motora (r = -0,197) e alta competência motora (r = -0,037); 2) na dimensão do controle do corpo em tarefas  antigravitacionais em deslocamento, a percepção das responsáveis das crianças com baixa competência motora foi maior que as das responsáveis de crianças com moderada e alta competência; 3) na dimensão equilíbrio estático e dinâmico a percepção das responsáveis de crianças com baixa competência foi semelhante as de moderada competência motora; 4) na dimensão das habilidades de locomoção, a percepção dos responsáveis das crianças com baixa competência motora foi menor em comparação a as das responsáveis de crianças com moderada e alta 5) na dimensão das habilidades de controle de objetos as responsáveis das crianças com baixa e alta competência motora foram as que mais atribuíram escores mais elevados para a competência das crianças. Conclusão: Observou-se, em geral, tendência de superestimar a competência dos filhos, com maiores frequências nas responsáveis de crianças com baixa competência motora, um fator preocupante. A precisão da percepção é fundamental, pois as mães e responsáveis podem potencializar o desenvolvimento das crianças, oferecendo atividades direcionadas, materiais e jogos, repercutindo positivamente no desenvolvimento global. A família pode influenciar diretamente nas escolhas e no envolvimento em atividades físicas de crianças, proporcionando saúde e bem-estar.


Palavras-chave


Crianças, Comportamento Motor, Percepção Parental

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