O CLIMA MOTIVACIONAL PARA MAESTRIA IMPACTA POSITIVAMENTE A COMPETÊNCIA MOTORA DE CRIANÇAS ACIMA DO PESO E COM DIFICULDADES MOTORAS

SOUZA M. S., ZANELLA L. W., VALENTINI N. C.

Resumo


O domínio de habilidades motoras básicas é essencial para o envolvimento atividades físicas ao longo da vida. No entanto, a alta prevalência de atrasos motores associada a altos índices de massa corporal, baixos níveis de atividade física e baixa percepção de competência motora reportados por pesquisadores em crianças repercute negativamente no desenvolvimento global da criança. Estratégias interventivas vem sendo implementadas com o intuito de fortalecer esses aspectos em crianças com e sem dificuldades motoras. Objetivo: analisar nos grupos intervenção motora com Clima Motivacional para Maestria (GIM) e educação física escolar (GEF) se as crianças de maior risco (com dificuldades motora e acima do peso) apresentaram mudanças e ganhos semelhantes aos seus pares (desenvolvimento típico e saudáveis) na competência motora, níveis de atividade física e percepção de competência motora, bem como analisar os melhores preditores das habilidades motoras fundamentais no pré-teste e no pós-teste. Métodos: Participaram do GIM 11 meninos e 9 meninas e do GEF 12 meninos e 11 meninas. Os instrumentos utilizados para analisar a competência motora foram Movement Assessment Battery for Children – Second Edition e Test of Gross Motor Development – Second Edition. Os níveis de atividade física foram mensurados por pedômetros em 3 aulas em cada momento (pré e pós-teste). O índice de massa corporal foi categorizado conforme as curvas do Center of Disease Control e a percepção de competência motora foi analisada pela escala Pictorial Scale of Perceived Competence and Social Acceptance for Young Children. General Linear Model e testes de continuidade foram utilizados para analisar o impacto interventivo. Para análise dos dados as crianças foram dividas em grupos intervenção motora acima do peso com dificuldades motoras (GIAPDM), saudáveis com dificuldades motoras (GISAUDM) e saudáveis com desenvolvimento típico (GISAUDT) e grupos educação física escolar acima do peso com dificuldades motoras (GEFAPDM), saudáveis com dificuldades motoras (GEFSAUDM) e saudáveis com desenvolvimento típico (GEFSAUDT). Resultados: Os resultados sugerem que houve melhora na motricidade ampla, em habilidades de locomoção e de controle de objetos somente nos grupos GIAPDM, GISAUDM e GISAUDT (p < 0,05). A regressão linear indicou os níveis de atividade física e ter participado do grupo intervenção motora como os únicos preditores significativos das habilidades motoras fundamentais no pós-teste, explicando 9% e 57%, respectivamente, da variação na motricidade ampla. Conclusão: Atividades motoras planejadas, que proporcionem formação de grupos pequenos, com diversidade de atividades e mediação de professores são fundamentais para promover melhoras na motricidade ampla de crianças.


Palavras-chave


Intervenção Precoce; Atividade Motora; Criança

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