NUTRIÇÃO E DOENÇA DE ALZHEIMER

  • Paula Giazzon FSG
  • Joana Zanotti FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O envelhecimento ou senilidade é um processo natural, que pode vir acompanhado por problemas relacionados à saúde física e/ou psíquica do idoso, provocados pela presença de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Nesse âmbito, inserem-se as demências, em especial, a doença de Alzheimer (DA), que é caracterizada como uma doença neurodegenerativa e irreversível, que se instala e causa grande declínio das funções cognitivas e motoras. (SEIMA; LENARDT, 2011). A DA é considerada a forma mais comum de demência entre os idosos, representando 35 a 80% dos casos de demência nesses indivíduos, sendo também a causa mais frequente de demência na população idosa brasileira. (IANOF, et al., 2017). No Brasil, a prevalência média de demências se encontra mais alta que a média mundial, sendo que na população com 65 anos ou mais, este valor passará de 7,6% para 7,9% entre 2010 e 2020, com 55 mil casos novos por ano. (BERTAZONE, et al., 2016).  Os idosos com DA apresentam perda ponderal importante e são inúmeras as estimativas que explicam a perda de peso. Além disso, o desordenamento cognitivo pode comprometer a nutrição, como dificuldades de mastigação e deglutição, e desordens comportamentais que tornam os idosos distraídos e vagarosos durante as refeições. (OLIVEIRA; CALDANA, 2012). Com o crescente aumento populacional do número de idosos, torna-se cada vez mais imprescindível pesquisar sobre a saúde dos mesmos e como a nutrição pode colaborar. MATERIAIS E MÉTODOS: A pesquisa foi realizada a partir das bases de dados do PubMed. Foram incluídos estudos publicados de 2011 a 2017. RESULTADOS E DISCUSSÕES: São considerados fatores de risco para a DA: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Esses fatores relacionados aos hábitos são considerados modificáveis. Alguns estudos apontam que se eles forem controlados podem retardar o aparecimento da doença. (ABRAZ, 2016). A DA possui três fases. Fase leve: o idoso deve seguir uma dieta equilibrada, respeitando outras possíveis patologias presentes. Também é de grande importância manter uma hidratação adequada, oferecendo de seis a oito copos de agua diariamente. Fase moderada: nesta fase, o idoso já exibe comportamentos como a recusa alimentar, compulsão por um determinado alimento e mastigação muito lenta. É importante o cuidador prepara os alimentos com uma consistência mais pastosa, evitando ao máximo os alimentos duros, secos e quebradiços. Fase grave: se trata do momento mais delicado da DA, habitualmente podendo ser acompanhada por disfagia. As refeições ofertadas devem manter a consistência pastosa, quanto aos líquidos, podem ser oferecidos com espessante para facilitar a deglutição. (NUDEC, 2016). CONCLUSÃO: A Doença de Alzheimer requer atribulações alimentares específicas, sendo assim, se faz imprescindível divulgar informações explicativas, desde a definição da doença até as estratégias do processo de alimentação adequada, que visam facilitar o exercício do cuidador e amenizar o padecimento dos portadores.

Biografia do Autor

Paula Giazzon, FSG

Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.

Joana Zanotti, FSG
Mestra em Ciências Médicas, UFRGS. Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Publicado
2017-10-27