QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES PÓS MENOPAUSICAS INSTITUCIONALIZADAS DE CAXIAS DO SUL – RS

  • Paula Giazzon FSG
  • Joana Zanotti FSG
  • Edilane Araújo dos Santos FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Desde a antiguidade, muitos referenciais filosóficos buscam conceituar o que seja viver com qualidade. Segundo a visão aristotélica, a “boa vida” ou “bem estar”, estavam diretamente associados aos sentimentos de felicidade, realização e integridade. (NAVEGA; OISHI, 2007). Portanto, desde os primórdios dos anos, qualidade de vida (QV) já era interpretada como resultado de percepções individuais sobre a vida. (CELICH, 2008). A QV é extremamente importante para a saúde pública, já que uma população com baixa QV pode acarretar em múltiplas doenças, como por exemplo, a depressão, que é a característica que mais predomina quando a QV se define como baixa. (TAVARES, et al., 2014). MATERIAL E MÉTODOS: O local de realização do estudo foi em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s) públicas e privadas na cidade de Caxias do Sul – RS, no período entre agosto de 2016 a maio de 2017. O recrutamento ocorreu no segundo semestre do ano de 2016, logo após autorização do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário da Serra Gaúcha, sob parecer da aprovação número 1.628.941. Estudo epidemiológico observacional do tipo transversal, realizado com 116 idosas, através do método de conveniência para a seleção da amostra. Para investigação da qualidade de vida (QV) foi aplicado o questionário Short Form Health Survey-36 (SF-36) composto por 11 questões e 36 itens que abrangem 8 componentes, representados por capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. O escore final varia de 0 a 100, sendo 0 o pior escore e 100 o melhor. (CICONELLI, et al., 1999). RESULTADOS E DISCUSSÕES: O grupo de 60 a 70 anos apresentou pior resultado para limitações por aspectos emocionais (média 19,30) e melhor resultado para o domínio de vitalidade (média 66,32). No grupo de 71 a 80 anos, o pior domínio encontrado foi limitações por aspectos emocionais (média 42,86) e melhor resultado foi o domínio de aspectos sociais (média 62,50). Idosas de 81 a 90 anos mostraram pior domínio nas limitações por aspetos físicos (média 21,61) e melhor domínio foi aspectos sociais (média 68,97) e o grupo com idade igual ou superior a 91 anos, mostrou um pior domínio das limitações por aspectos emocionais (média 23,08) e melhor resultado para o domínio dor (média 69,54). CONCLUSÃO: Um dos principais fatores que podem ter influenciado no resultado da qualidade de vida apresentada pelas idosas institucionalizadas é a escassez de socialização, que é um fator muito importante na determinação da qualidade de vida do idoso.

Biografia do Autor

Paula Giazzon, FSG

Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.

Joana Zanotti, FSG
Mestra em Ciências Médicas, UFRGS. Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Edilane Araújo dos Santos, FSG
Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Publicado
2017-10-27