O USO DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS COMO RECURSO TERAPÊUTICO

  • Gerson Pichetti Anziliero Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Roberta Soldatelli Pagno Paim Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A prática do cuidado envolvendo as plantas está presente na cultura das civilizações humanas desde os tempos mais remotos (SILVA et al., 2014). Pode-se entender por planta medicinal qualquer extrato natural utilizado para fins terapêuticos, e por fitoterápico os feitos exclusivamente com ingredientes vegetais pela indústria farmacêutica (ÂNGELO E RIBEIRO, 2014). O Ministério da Saúde incluiu no Sistema Único de Saúde (SUS) as Práticas Integrativas e Complementares (PIC), uma denominação política para as medicinas alternativas como a fitoterapia e entre outras a medicina tradicional chinesa alternativa e complementar. Essas terapias visam a integrar a atenção básica em saúde como promotoras de saúde fazendo parte dos tratamentos médicos ocidentais (TELESI JUNIOR, 2016). Assim, o objetivo deste trabalho é avaliar o uso de plantas medicinais como recurso terapêutico e informar aos acadêmicos e profissionais da área da saúde acerca dos riscos e benefícios da sua utilização.  MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica. A busca de artigos foi realizada nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SCIELO (Scientific Eletronic Library Online), utilizando-se como critérios de inclusão estar relacionado com o tema da pesquisa e seus objetivos; ser publicado durante o período de 2000 a 2017 e escrito em língua portuguesa. Foram descartados os artigos que não se enquadraram nos objetivos deste estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: No Brasil houve um aumento da procura pelos medicamentos fitoterápicos. Bruning, Mosegui, Vianna (2012, p.2676) trazem que esse aumento se deve em função de dois fatores que seriam “os avanços ocorridos na área científica, permitindo o desenvolvimento e fitoterápicos reconhecidamente seguros e eficazes”. E o segundo que é a nova tendência populacional em buscar terapias naturistas, “menos agressivas destinadas ao atendimento primário a saúde”. Encontram-se na cultura popular brasileira benzedeiras que ligam a prática da reza com as plantas, utilizando-as de forma empírica (SILVA et al., 2014). As plantas e medicamentos fitoterápicos podem acarretar efeitos indesejados, se não forem utilizadas de forma correta, embora não sejam de origem sintética e sim natural (ÂNGELO e RIBEIRO, 2014). Sabe-se que a escassez de pesquisas relacionadas ao uso de fitoterápicos pode resultar em efeitos tóxicos. É sabido assim da necessidade de se pesquisar plantas que ofereçam qualidade de substâncias favoráveis ao tratamento terapêutico. Fatores que podem influenciar na toxicidade são a parte da planta utilizada no preparo da medicação fitoterápica, a rota de preparação, o método empregado e o tipo de extrato, se proveniente da folha, da raiz ou caule, o plantio e a forma de coleta. Além disso, a utilização inadequada de plantas mesmo que de toxicidade baixa com o uso simultâneo de outros medicamentos pode induzir a problemas graves para a recuperação da saúde (ÂNGELO e RIBEIRO, 2014; MACHADO et. al., 2014; SANTOS et. al., 2012). Os fitoterápicos no panorama social brasileiro são de venda livre e verifica-se que os profissionais da área da saúde saem com pouco ou nenhum conhecimento para o mercado a respeito desse tema, mostrando assim um despreparo acadêmico a partir da má qualidade dos serviços prestados. A falta de preparo dos profissionais acarreta em comprometimentos no que diz respeito a boa utilização de plantas e fitoterápicos, uma vez que se poderia utilizar recursos legais e eficazes como formas alternativas de tratamento (ÂNGELO e RIBEIRO, 2014).  CONCLUSÃO: Como forma de garantir a segurança dos indivíduos que utilizam plantas medicinais e fitoterápicos, assegurando que esses não corram risco de sofrer efeitos danosos, percebe-se a importância do conhecimento do profissional da área da saúde acerca dos riscos e benefícios do uso destes medicamentos. Considerando que a fitoterapia está incluída nas Práticas Integrativas e Complementares, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos profissionais sobre o tema a fim de proporcionar o uso racional destes medicamentos e assegurar a qualidade na assistência à saúde, evitando efeitos adversos e tóxicos, visando a promoção da saúde do indivíduo. 

Publicado
2017-10-27