HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS COMO ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES: uma experiência com alunos de graduação

  • Fabiano De Faveri Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Cintia Adamatti
  • Goreti Lenz
  • Karine Vedana

Resumo

INTRODUÇÃO: Pacientes internados em instituições de saúde estão expostos a uma ampla variedade de microrganismos patogênicos, que causam infecções. As infecções provêm, em parte, de alterações específicas no próprio corpo humano, como também, advém das condições do ambiente hospitalar, inclusive das mãos dos profissionais de saúde. Sabe-se que as mãos destes profissionais são fonte e veículo de transmissão de microrganismos, sendo assim, um grave problema de saúde pública. As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAs) podem aumentar a resistência aos antibióticos, prolongar a hospitalização, elevar os custos para o sistema de saúde, paciente e família, e ainda levar a óbito. Diante deste cenário, em 2007, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou o programa Cuidado Limpo é Cuidado Seguro e recomenda, entre outras estratégias, a observação da adesão e das condições estruturais para a higienização das mãos, mostrando os cinco momentos que devemos higienizar as mãos. O objetivo do estudo foi sensibilizar e orientar os alunos do curso de enfermagem, sobre a importância da higienização das mãos, principalmente no meio hospitalar. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência, proveniente da Atividade Prática Supervisionada, sobre a realização de uma estratégia de sensibilização, que abordou a importância da higienização da mãos em alunos do Curso de Enfermagem, da disciplina de Parasitologia. Para realização desta sensibilização optou-se por duas abordagens, a primeira foi a produção de um vídeo, onde se demonstrou uma maneira de disseminação de bactérias em meio hospitalar e a segunda, a realização de uma dinâmica, com a utilização de tinta guache, sobre a maneira correta da higienização das mãos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Na data agendada previamente, com a professora da referida disciplina, foi apresentado o vídeo elaborado, que abordava a maneira incorreta de higienização por parte do profissional, tanto na chegada quanto na saída do leito do paciente, disseminando os microrganismos no ambiente. Após, foi demonstrado o comparativo da técnica incorreta e correta da higienização das mãos. Na sequência, alguns acadêmicos foram desafiados a demonstrarem a técnica correta da higienização das mãos, com a tinta guache. Os mesmos, após a sensibilização, relataram que a mesma foi válida pois demostrou a importância da correta higienização das mãos.CONCLUSÃO: Após a realização da ação, verifica-se o desconhecimento da prática correta por parte do público-alvo, evidenciando-se assim, um retorno válido e positivo pela produção da atividade. Sabe-se que as técnicas assépticas devem ser conhecidas por parte de estudantes e profissionais da área da saúde, sendo imprescindível dessa forma, a necessidade de adoção de medidas que promovam a conscientização desse público em instituições e ambientes de saúde, como treinamentos, campanhas, ações educativas, programas que enfoquem a segurança do paciente.

Biografia do Autor

Fabiano De Faveri, Centro Universitário da Serra Gaúcha
Enfermeiro pela Universidade de Caxias do Sul (2001). Mestre em Enfermagem pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Especialista em Oncologia Básica e Clínica, pela ULBRA. Coordenador do Instituto Integrado de Saúde da Faculdade da Serra Gaúcha. Docente do curso de Bacharelado em Enfermagem da Faculdade da Serra Gaúcha, ministrando a disciplina de Gerenciamento em Enfermagem e dos Saúde, Trabalho de Conclusão de Curso e Estágio Curricular. Atualmente coordenada o Instituto Integrado de Saúde da Faculdade da Serra Gaúcha. Tem experiência na área de enfermagem, atuando principalmente nos seguintes temas: gerenciamento em enfermagem, qualidade nos serviços de saúde, segurança do paciente, enfermagem oncológica e enfermagem clínica-cirúrgica.
Publicado
2017-10-27