QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS EM TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO EM UM AMBULATÓRIO DE CAXIAS DO SUL - RS

  • Jessica Boscari FSG
  • Marina Michelon Stuani FSG
  • Ana Lúcia Hoefel FSG
  • Joana Zanotti FSG

Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer é uma doença que se desenvolve com a proliferação anormal das células do organismo, atinge altos níveis de incidência em todo o mundo e apresenta uma elevada taxa de mortalidade. O diagnóstico da doença causa forte impacto na vida dos pacientes e familiares. De acordo com o Ministério da Saúde, esta patologia se tornará cada vez mais comum, porém o aprimoramento das pesquisas e tratamentos aumenta cada vez mais o número de pacientes curados e/ou a taxa de sobrevida (ARAUJO et al., 2011). Os pacientes diagnosticados com câncer necessitam de uma série de cuidados, como controle da dor, gestão psicológica, equilíbrio social e espiritual, afim de obter uma melhor qualidade de vida. Um dos métodos utilizados, para indicar a qualidade de vida do indivíduo, é a escala Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) (SILVA et al., 2010). Desta forma, o intuito do trabalho a seguir é analisar a qualidade de vida dos pacientes em tratamento quimioterápico através da escala ECOG e relacionar ao tipo de câncer. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A escala ECOG é um instrumento empregado para aferir o impacto da doença em pacientes oncológicos. Foi criada pelo ECOG dos Estados Unidos e regularizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo sua principal função, mostrar como o tratamento está afetando a qualidade de vida da pessoa portadora da patologia. Este instrumento é muito importante, pois através dele a equipe multiprofissional oncológica terá um melhor dimensionamento na assistência do paciente (POLO e MORAES, 2009). A escala é constituída por escores de 0 a 5, leva em consideração os seguintes aspectos: capacidade de realizar as atividades sem restrição, prática de trabalhos leves, se realiza atividades físicas, capacidade de ficar em pé e aptidão para o autocuidado. MATERIAL E MÉTODOS: Os dados foram coletados durante os meses de julho e agosto de 2017, período do estágio curricular em nutrição clínica hospitalar. O tipo de câncer e a escala de qualidade de vida foram analisados dos prontuários de pacientes em tratamento quimioterápico ambulatorial. A classificação do ECOG sendo 0 (zero) é definida como uma melhor qualidade de vida; 1 (um) é considerado uma diminuição de qualidade de vida em comparação com a 0, mas o paciente continua ativo; 2 (dois) define-se como uma qualidade de vida média, onde é capaz de realizar os auto cuidados, mas consegue ficar em pé 50% das horas em que está acordado; 3 (três) indica uma qualidade de vida mais baixa, onde fica mais delimitado ao leito e cadeira; 4 (quatro) representa uma qualidade de vida muito baixa, quando o indivíduo fica totalmente retido ao leito e a cadeira.(SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2007).  RESULTADOS E DISCUSSÕES: Durante o período de avaliação do presente estudo foram observados 60 prontuários, sendo 34 de mulheres e 26 de homens. Dentre as mulheres, 25 apresentaram ECOG 0, 6 demonstraram pontuação 1 e 3 classificavam-se como ECOG 2. Já os homens, 18 foram avaliados com ECOG 0, 6 com ECOG 1, 1 com ECOG 2 e 1 com ECOG 3. As mulheres com classificação 1 possuíam diagnóstico de neoplasia de pulmão, neoplasia de mama, neoplasia de retossigmóide e mieloma múltiplo. As pacientes com classificação 2 eram diagnosticadas com neoplasia de mama, neoplasia de pulmão e mieloma múltiplo. Os homens com ECOG 1 foram detectados com mieloma múltiplo, câncer de próstata, sarcoma em coxa, neoplasia de próstata e neoplasia de sítio primário oculto, já o com classificação 2 apresentou-se com diagnóstico de neoplasia de cabeça e pescoço e o com escore 3 possuía diagnóstico de mieloma múltiplo.  Os estudos ambulatoriais realizados com a escala ECOG divergiram do grau 0 ao 2, cerca de 42,8% das análises possuem como sua grande maioria de indivíduos com ECOG 0. (TONON, SECOLI e CAPONERO, 2007). CONCLUSÃO: A presente pesquisa pode concluir que os pacientes atendidos ambulatorialmente possuem uma melhor qualidade de vida. É possível notar que pode haver relações da diminuição da qualidade de vida com o tipo de câncer que o indivíduo possui. Desta forma, é importante que sejam realizados estudos avaliando a qualidade de vida dos pacientes que realizam quimioterapia, para que ocorram ações que possam resultar em promoções de saúde. 

Biografia do Autor

Jessica Boscari, FSG

Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.

Marina Michelon Stuani, FSG

Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.

Ana Lúcia Hoefel, FSG
Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Joana Zanotti, FSG
Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Publicado
2017-10-27