ENXERTO XENÓGENO COMO ALTERNATIVA AO ENXERTO CONJUNTIVO NO TRATAMENTO DAS RECESSÕES GENGIVAIS:RELATO DE CASO

  • Bianca Sostisso Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Giliano Nicolini Verzeletti Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A recessão gengival é caracterizada por uma condição clínica de perda de inserção, resultando uma posição mais apical da margem gengival livre (Deliberador et al, 2016). Devido à consequente exposição radicular, esta condição pode causar várias consequências para os pacientes, por isso é indicado o recobrimento radicular. Nesse caso, a cirurgia plástica periodontal de enxerto conjuntivo associado ao retalho posicionado coronalmente apresenta melhores resultados e maior previsibilidade (Vieira et al, 2015). Porém, o uso do mesmo pode aumentar a morbidade gerada ao paciente e aumentar também os riscos pós-operatórios. No sentido de diminuir o desconforto do paciente e aumentar a aceitação do tratamento desenvolveu-se um produto como alternativa ao enxerto autógeno (Reino et al, 2011). O Mucograft (MG) é uma matriz colágena suína reabsorvível que vêm sendo tão eficaz e previsível quanto ao enxerto de tecido conjuntivo. O MG é composto por colágeno Tipo I e Tipo III, apresentando duas camadas: compacta, que permite a matriz manter sua integridade estrutural; e a esponjosa que facilita a organização do coágulo, permitindo a formação de novos vasos sanguíneos e a integração do tecido dentro da matriz, proporcionando uma elevada biocompatibilidade (Lima et al, 2015). A nova matriz possui mesmas indicações e contraindicações do enxerto autógeno, assim como a técnica cirúrgica do local receptor do enxerto, apresentando inúmeras vantagens. O objetivo desse estudo é demonstrar o emprego do enxerto xenógeno, para o recobrimento radicular em dentes que apresentam recessão gengival. O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário da Serra Gaúcha sob o número CAAE: 70015617.8.0000.5668. MATERIAL E MÉTODOS: No presente trabalho será selecionado um caso de recessão gengival classe I, II ou III (Miller, 1985), que receberá o enxerto xenógeno. O paciente receberá abordagens clínicas como: tratamento prévio da área receptora, se necessário, e tratamento terapêutico cirúrgico. Após o procedimento cirúrgico, serão avaliadas as medidas clínicas da recessão e de espessura de gengiva queratinizada nos períodos de 7, 30 e 60 dias pós-intervenção. 
Publicado
2017-10-27