Efeitos do desamparo na atualidade

  • Maria de lourdes Terribile Rossi UCS Graduanda da FSG
  • Magda Aparecida Mesquita Pedone Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

O desamparo está no cerne das questões da violência e agressividade que imperam na atualidade. O presente trabalho tem como objetivo compreender a questão do desamparo. O termo desamparo remete à ideia de abandono, de falta de amparo, de alguém que cai em esquecimento, que fica à mercê, sem proteção. O recém-nascido necessita do auxílio do Outro, pois encontra-se numa condição de desamparo e impotência por não dispor de uma capacidade psicomotora adequada para promover sua sobrevivência. Se suas necessidades básicas não forem atendidas, constitui-se um trauma que se traduz em angústia. Ele precisa receber as funções materna e paterna para estruturar-se psiquicamente. Isso acontece através do olhar, da voz, do cheiro e do toque materno. Posteriormente a função paterna desvia o olhar da mãe. Inaugura-se, então, a condição faltante e a criança começa a produzir algo como o balbuciar, elege um objeto transicional a fim de amenizar a falta materna.  Se o processo de estruturação do aparelho psíquico for mal conduzido, surgem as patologias. O desamparo inicial induz ao desamparo atual, à questão psicossomática, ao pânico, à depressão, à melancolia. Isso leva o sujeito a um estado de desvalor, de capacidade diminuída, de pessimismo, angústia, ansiedade e melancolia. Ele extravasa esse excesso de dor marcando o corpo, via tatuagem, piercing ou cutting.

A clínica psicanalítica é primordial para auxiliar e amenizar as dores emocionais e psíquicas. O indivíduo em sofrimento necessita de uma escuta específica para suavizar os efeitos funestos do desamparo experienciado. Através da palavra falada e da escuta do analista, o indivíduo pode olhar-se de modo diferente, ter o poder de escolha em sua vida. Ele passa a ser o autor da própria história.

Biografia do Autor

Maria de lourdes Terribile Rossi, UCS Graduanda da FSG
Psicologia
Publicado
2017-10-27