PRÁTICA DE ATIVIDADE E EXERCÍCIO FÍSICO NO TRATAMENTO CÂNCER

  • Josiane Depcke FSG
  • Joana Zanotti FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O câncer tem se caracterizado como um grande problema de saúde pública pela alta prevalência tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento (CASTRO FILHO et.al., 2016).  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é a principal causa de óbitos no mundo, atingindo cerca de seis milhões de pessoas, representando 12% dos casos das mortes anualmente (MUNHOZ et.at., 2016). A transformação maligna pode ser genética e hereditária ou adquirida ao longo da vida a partir da exposição aos fatores de risco e cancerígenos, como radiação solar, tabaco e certos hábitos alimentares (CASTRO FILHO et.al., 2016). O câncer progressivo e incurável está associado à fadiga aumentada, fraqueza muscular aumentada e redução do funcionamento físico, o que afeta negativamente a qualidade de vida (CASTRO FILHO et.al., 2016). Auxiliando no tratamento do câncer, está o exercício físico que atua na manutenção do peso corporal total, nas funções neuromusculares, podendo diminuir a caquexia e a fadiga e atuar diretamente no bem-estar e na qualidade de vida dos pacientes (CASTRO FILHO et.al., 2016). Em casos de inatividade acentuada, quando uma internação hospitalar se faz necessária, são observadas perdas consideráveis da capacidade cardiovascular e muscular, entre outras consequências (HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS, 2014). De modo geral, o exercício físico proporciona melhorias no metabolismo, balanço hídrico, transporte de oxigênio e funcionamento do sistema nervoso central e periférico e cria uma homeostase global que possivelmente dará ao paciente um sentimento geral de bem-estar (CASTRO FILHO et.al., 2016). Considerando as relações que a atividade física tem no tratamento de neoplasias, objetivou-se por meio desta revisão bibliográfica reunir artigos que investigaram a prática de atividade e exercício físico durante o tratamento de neoplasias, bem como os benefícios e os fatores associados e mostrar que esta prática pode trazer qualidade de vida ao paciente oncológico. MATERIAL E MÉTODOS: Os artigos foram selecionados de acordo com a relevância e provenientes de bases de dados como o PubMed, Scielo, EBSCO e google acadêmico, publicados entre os anos de 2014 e 2017. Os artigos analisados foram selecionados por apresentarem grande pertinência ao tema, e por fim, também foi utilizado livro e sites institucionais públicos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Durante determinados períodos da vida, como a adolescência, a atividade física pode oferecer proteção adicional contra o câncer de mama, sendo que vários estudos sobre atividade física e câncer mostram que nas mulheres ativas o risco para o câncer de mama é reduzido de 20% a 40% e para a neoplasia de pulmão para ambos os sexos, a redução é de 30% (MUNHOZ et.al., 2016). De acordo com Castro Filho et.al. (2016), a prática de atividade física influencia positivamente na qualidade de vida de pacientes durante o tratamento de neoplasias, o seu estudo foi voltado para um grupo de 24 pacientes com câncer de mama, avaliando durante seis meses a prática de atividade física, tivemos como resultado, a capacidade funcional, os aspectos sociais e a saúde mental elevados após o período da avaliação.  E com o mesmo resultado, no estudo realizado por Binotto et.al. (2016), em um grupo de 272 pacientes em tratamento de câncer de mama, observou-se que, as melhores pontuações nos domínios da qualidade de vida são das pacientes que afirmaram praticar atividade física de forma regular e com a frequência de três a quatro vezes por semana. Foram observadas diferenças significativas nos domínios global, físico, meio ambiente e psicológico. A prática de exercícios físicos como programas de caminhada pode ser benéfica a pacientes oncológicos, incluindo aumento da energia física e/ou da capacidade funcional e também da qualidade de vida, além de outros benefícios psicológicos como aumento no senso de confiança e habilidade para desafiar o câncer e seu tratamento, além de poder minimizar a fadiga muscular e conservar a capacidade funcional (FERREIRA e DE REZENDE FRANCO, 2016). CONCLUSÃO: A prática de atividade e exercício físico durante o tratamento de câncer melhora a qualidade de vida dos pacientes, amenizando as consequências do tratamento e alterando os aspectos psicológicos que afetam o processo de retorno à vida cotidiana no pós-tratamento, contribui ainda com melhorias dos aspectos social e físico. Porém, é importante considerar quais práticas podem ser desenvolvidas com esse público e em qual momento do tratamento essas podem ser inseridas.

Biografia do Autor

Josiane Depcke, FSG

Graduanda de Nutrição, Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.

Joana Zanotti, FSG
Mestra em Ciências Médicas, UFRGS. Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha, FSG.
Publicado
2017-10-27