GANHO DE PESO GESTACIONAL E AS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE DO RECÉM-NASCIDO

  • Rafaela Santi Dell'Osbel Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Cleber Cremonese Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Maria Luisa de Oliveira Gregoletto Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A gestação é uma fase de mudanças relevantes na vida da mulher (WEISSGERBER e WOLFE, 2006) e por isso tem demanda de cuidados tanto no âmbito da saúde, quanto no nutricional (AVIRAM, HOD e YOGEV, 2011; BATISTA et al., 2010). Como consequência de uma nutrição adequada, individualizando o atendimento e as necessidades individuais de cada gestante (BATISTA et al., 2010), o resultado é o desenvolvimento e crescimento fetal e gestacional adequado (ACCIOLY, SAUNDERS e LACERDA, 2002; KING, 2000). O ganho de peso gestacional (GPG) excessivo ou inadequado é um fator de risco para a gestante e também para o feto (PEREIRA e WICHMANN, 2016; PONGCHAROEN et al., 2016). A mortalidade infantil está relacionada ao peso ao nascer do RN (ORGANIZATION, 2012), assim, estando associada com obesidade, alto peso ao nascer (macrossomia), baixo peso ao nascer e prematuridade (KERCHE et al., 2005; MINISTÉRIO DA SAÚDE 2011; WEISS e FUJINAGA, 2010). Torna-se necessário uma avaliação nutricional correta, visando adequar o ganho de peso gestacional (FRANCISQUETI et al., 2012). O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de estudos sobre o ganho de peso gestacional e relacionar com as consequências para a saúde do Recém-Nascido. MATERIAL E MÉTODOS: O estudo apresenta maior foco em ganho de peso gestacional, desfechos obstétricos e recém-nascidos no período de 2000 a 2017. Para desenvolver o artigo e obter os objetivos propostos realizou-se uma busca sistemática da bibliografia publicada nas bases de dados PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram selecionados artigos com temas e objetivos semelhantes que pudessem trazer conhecimento de pesquisar e contribuir para a revisão. Os critérios para a inclusão dos artigos analisados e utilizados nessa revisão foram o delineamento do estudo, onde este baseou-se em uma revisão sistemática, utilizando estudos transversais, de coorte e caso-controle. Os critérios de exclusão basearam-se em artigos com estudos realizados em gestação gemelar ou adolescência e artigos publicados em outros idiomas que não o português, inglês e espanhol. RESULTADOS E DISCUSSÕES: De acordo Przybylowicz et al. (2014), que estudou 607 gestantes de 18 a 36 anos, 16,6% das gestantes estudadas não atingiram o GPG recomendado pelo IOM e 47,4% apresentaram GPG excessivo, sendo assim, somente 36% das gestantes adquiriram GPG de acordo com a recomendação. Neste estudo associou-se diretamente o GPG ao peso ao nascer do RN, onde o GPG excessivo está relacionado a um elevado peso ao nascer, ao mesmo tempo confirma-se a correlação entre o GPG insuficiente e o baixo peso ao nascer. Conforme com Henriksson et al. (2015), em um estudo realizado com 312 gestantes, o GPG inadequado está associado ao RN baixo peso, ao mesmo tempo gestantes com GPG excessivo apresentaram RN mais pesados do que gestantes com ganho de peso adequado. Segundo Ministério da Saúde (2011), a prematuridade está cada vez mais frequente e ao mesmo tempo relacionada a mortalidade infantil no Brasil, cerca de 7,2% dos nascidos vivos foram classificados como prematuros (pré-termo) em 2010, correlacionando-se com o baixo peso ao nascer. Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ficou em décimo lugar entre os países do mundo com maior número de nascimentos pré-termo (ORGANIZATION, 2012). O baixo peso está fortemente associado a prematuridade e a mortalidade neonatal, pois trata-se de um dos determinantes da sobrevivência do RN no primeiro ano de vida (WEISS e FUJINAGA, 2010), assim como a macrossomia fetal tem sido associada ao aumento da morbidade infantil (KERCHE et al., 2005). Sendo o GPG um fator importante para a saúde da gestante e do feto, requer cuidados e atenção durante todo o período gestacional, visando a importância de realizar um acompanhamento com profissionais da área da saúde e um nutricionista durante a gestação (DEMÉTRIO, 2010; TOMASI et al., 2017). CONCLUSÃO: Contudo, observou-se que o ganho de peso gestacional insuficiente traz como consequências para o Recém-Nascido o feto pequeno para a idade gestacional e baixo peso ao nascer, ao mesmo tempo, o ganho de peso gestacional excessivo está associado ao feto grande para a idade gestacional, alto peso ao nascer, Recém-Nascido macrossômico e risco de obesidade na vida adulta. Portanto é de extrema importância garantir um atendimento e acompanhamento adequados com profissionais durante a gestação, assim, garantindo condições de saúde para a gestante e o Recém-Nascido.

Biografia do Autor

Rafaela Santi Dell'Osbel, Centro Universitário da Serra Gaúcha
Acadêmica do Curso Nutrição
Cleber Cremonese, Centro Universitário da Serra Gaúcha
Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha
Maria Luisa de Oliveira Gregoletto, Centro Universitário da Serra Gaúcha
Docente do Centro Universitário da Serra Gaúcha
Publicado
2017-10-27