ANÁLISE PARASITOLÓGICA DA AREIA DAS PRAÇAS DE CIDADES DO LITORAL NORTE DO RIO GRANDE DO SUL

  • Luana krindges Centro Universitário da Serra Gaucha
  • Guilherme Paim
  • Bruna Damin Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Niara da Silva Medeiros Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Infecções parasitárias diminuem a qualidade de vida da população de forma significativa nos países em desenvolvimento onde costumam ser endêmicas (SOZA, et al.2014). Esses tipos de infecções são muito comuns nas regiões tropicais e subtropicais e em populações mais carentes, porém, apesar do grande avanço tecnológico, do alto padrão educacional, da boa nutrição e de boas condições sanitárias, mesmo países desenvolvidos estão sujeitos a estas doenças (FILHO, et. Al.,2011). O Brasil possui um litoral onde se encontram grandes cidades e com grande fluxo de atividades humanas. No verão, o litoral brasileiro recebe muitos turistas, logo as redes sanitárias ficam sobrecarregadas, podendo assim haver contaminação de corpos hídricos, bem como das areias, pelos agentes patológicos (CICERO, et al., 2012). Para o estabelecimento da doença, os fatores ambientais exercem grande influência devido às características do ciclo evolutivo do parasito que requer a eliminação de ovos e/ou cistos das fezes no meio ambiente (PRITSCH, et al., 2016). Como também, as habitações adicionadas à falta de higiene, inadequadas saneamento e níveis básicos de educação, são alguns dos principais fatores que contribuem para a transmissão de infecções parasitárias (BORTOLATTO, et al.,2017). O solo pode ser responsável pela transmissão de inúmeras doenças, inclusive as zoonoses parasitárias (MELLO, et al., 2011). Os enteroparasitas, por exemplo, estão entre os patógenos mais frequentemente encontrados em seres humanos, causam infecções parasitárias que constituem problemas de saúde pública por serem endêmicas em países de terceiro mundo (SANTIAGO, et al., 2011). Portanto, o objetivo deste estudo, foi avaliar a prevalência da contaminação do solo de praças no litoral de Rio Grande do Sul, por estruturas parasitárias de protozoários e vermes. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi coletado uma amostra de areia de praças das cidades do litoral norte do Rio Grande do Sul, Tramandaí, Torres, Capão da Canoa, Xangri-lá e Arroio do Sal, totalizando 6 amostras. Foram coletas em média 50g de areia superficial, que foram acondicionadas em potes estéreis hermeticamente fechados até o momento da análise. Foi utilizada a técnica de sedimentação espontânea (HPJ) modificada, com sedimentação por 24h. Após as amostras foram analisadas por microscopia óptica. Os resultados foram expressos em percentuais. RESULTADOS: Ao total foram analisadas 6 amostras de areia de praças, apresentando 100% de positividade pra estruturas parasitárias. Os parasitas encontrados foram trofozoítos e cistos de Balantidium coli (50%), larvas de Ancilostomídeos (33,3%), ovos de Ascaris lumbricoides (16,7%) e larvas de Strongyloides stercoralis (16,7%). CONCLUSÃO: Os resultados mostram que há presença de parasitas nas praças analisadas do litoral norte do Rio Grande de Sul, revelando a necessidade de melhorias nas condições de saneamento básico, além de medidas profiláticas e educação sanitária nestes locais.

Publicado
2017-10-27