DESIGUALDADE SOCIOAMBIENTAL NO BRASIL

  • Cleide Calgaro Universidade de Caxias do Sul
  • Vitoria Bueno Casagrande Universidade de Caxias do Sul
  • Agostinho Oli Koppe Pereira Universidade de Caxias do Sul

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Desde os primórdios da humanidade, as sociedades foram consolidadas sobre divisão de classes, umas privilegiadas e outras não, e essa desigualdade social acabou por ser uma das premissas na sociedade atual. Esse problema é o que mais afetou o Brasil, e ainda afeta visto que a desigualdade social é um problema que deveria ser motivo de mobilização do país inteiro, mas esta sendo “varrida para debaixo dos panos” cada vez mais. Essa desigualdade está presente em várias situações do cotidiano e, que muitas vezes, a população não se permite ver. Um exemplo disso é a imagem do estádio de futebol Arena do Grêmio e, logo em seguida uma periferia, com muitas residências em situações precárias, onde as pessoas, o espaço urbano e a natureza são prejudicados. Outro exemplo que demonstra essa desigualdade está no Governo, onde todos que exercem cargos relevantes têm um salário bem representativo, somado sempre a outras mordomias próprias de cada cargo. Ganhos estes que se originam dos impostos gerados, em grande parte, dos salário da mães e pais de família que trabalham o dia todo. O conhecimento que se tem do uso desse ganhos por parte desses agentes públicos é que o mesmo está vinculado a feitos pessoais como mansões, sítios para fins de semana, viagens internacionais com a família, etc., sendo que investimentos em direitos básicos do cidadão são deixados de lado e, com isso, os problemas sociais aumentam conjuntamente com a proporção de problemas ambientais, como o por exemplo, a falta de saneamento básico. MATERIAL E MÉTODOS: O método utilizado para este trabalho é o hermenêutico. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Essas desigualdades geram problemas sociais e ambientais, onde o cidadão sofre, mas a natureza também acaba vindo a sofrer as consequências da má administração do dinheiro público e das más condições da população, que vive à margem da linha de pobreza não tendo o mínimo existencial como cidadão e ser humano. CONCLUSÃO: Conclui-se que esse texto não foi elaborado com o objetivo de caluniar os representantes do povo brasileiro que apresentam um sistema injusto, mas sim, se quer discutir o que não é amplamente discutido, pois sem diálogos e discussões desse tipo, muitas pessoas não entendem o Brasil na sua real face, onde se é diuturnamente afetado por enorme injustiça e desigualdade socioambientais. É preciso encontrar uma forma de resolver os problemas da desigualdade socioambiental, onde poucos possuem muito e muitos possuem pouco, além do que a natureza nesse entremeio é muito afetada. REFERÊNCIAS

CADEMARTORI, Daniela Mesquita Leutchuk de. O diálogo democrático. Curitiba: Juruá, 2006.

FURRIELA, Rachel Biderman. Democracia, cidadania e proteção do meio ambiente. São Paulo: Annablume, 2002.

HÖFFE, Otfried. A democracia no mundo de hoje. Tradução de Tito Lívio Cruz Romão. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

LINDSAY, Alexander Dunlop. O estado democrático moderno. Tradução de Waltencir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 1964.

MAURO, Cláudio Di. Construção da nova democracia ambiental: democracia sem fim. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v.2, n.1, 2012, p. 30. Disponível em: <http://agbcampinas. com.br / bcg / index.php/boletim-campineiro /article /view / 45/2012-1-dimauro>. Acesso em: 28 jul. 2016.

Biografia do Autor

Cleide Calgaro, Universidade de Caxias do Sul

Doutora em Ciências Sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Pós-Doutora em Filosofia e em Direito ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Doutoranda em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Mestra em Direito e em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Atualmente é Professora e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado - e na Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa "Metamorfose Jurídica”.  CV: http://lattes.cnpq.br/8547639191475261. E-mail: ccalgaro1@hotmail.com

Vitoria Bueno Casagrande, Universidade de Caxias do Sul
Estudante do Ensimo médio – CETEC/UCS, bolsista de iniciação científica UCS/Cnpq
Agostinho Oli Koppe Pereira, Universidade de Caxias do Sul

Doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Pós-Doutor em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE. Professor e pesquisador no Mestrado e Doutorado e na Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul. Coordenador do Grupo de Pesquisa “Metamorfose Jurídica”.  CV: http://lattes.cnpq.br/5863337218571012. E-mail: Agostinho.koppe@gmail.com

Publicado
2017-10-27
Seção
Ciências Jurídicas e Sociais - Resumo Expandido