EFEITO DO TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE DE RESINAS ACRÍLICAS TERMOPOLIMERIZÁVEIS COM ADIÇÃO DE SÍLICA NA ADESÃO DE Candida albicans – ESTUDO IN VITRO

  • Helidior Teixeira LOPES CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAUCHA - FSG
  • Liliane ALVES CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAUCHA - FSG
  • Rogério ELSEMANN CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAUCHA - FSG
  • Estela ELSEMANN CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAUCHA - FSG
  • Alexandra Flávia GAZZONI CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAUCHA - FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A Resina acrílica termopolimerizável a base de polimetilmetacrilato (PMMA) é muito utilizado na área da Odontologia1. No entanto, o tratamento de superfície com adição de sílica junto ao PMMA, tem sido utilizado para melhorar as características das propriedades do PMMA, tais como rugosidade, hidrofilicidade, topografia e cargas superficiais, sendo estes fatores que influenciam na aderência dos microrganismos causadores das estomatites protéticas nos usuários de próteses acrílicas odontológicas2.  Assim este estudo tem como objetivo avaliar a adesão fúngica em bases de próteses acrílicas termopolimerizáveis, após o tratamento de superfície com a adição de sílica junto ao PMMA3. MATERIAL E MÉTODOS: Para avaliar a inibição do biofilme fúngico foram confeccionados dois grupos de corpos de provas utilizando como base a Resina Acrílica Termopolimerizável Trilux Base (VIPI). Cada grupo foi composto por 10 corpos de provas padronizados conforme a norma nº12 da American Dental Association (ADA) com dimensões 65x 10 x 2,5mm4. Sendo assim, estes grupos foram compostos por: a) corpos de prova confeccionados controle apenas com resina acrílica termopolimerizável (Grupo 1 – grupo-controle); b) corpos de prova confeccionados com resina acrílica termopolimerizável mais adicionado a nanopartículas de sílica (1% peso/ volume).  Todos os corpos de prova dos respectivos grupos do estudo passaram pelo cultivo fúngico para avaliação da aderência fúngica. Para tanto, foi utilizada uma cepa de C. albicans (ATCC 90028). A cepa foi isolada em Ágar Sabouraud dextrose 4% e incubado a temperatura de 37ºC por 48 horas. A foram preparadas as suspensões de C. albicans a uma concentração de 106 cels/ml, sendo estas padronizadas com uso da escala 0,5 de MacFarland. Para confirmação das concentrações, as leveduras também foram contabilizadas com o auxílio de uma contagem em Câmara Newbauer. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Nossos resultados quanto da contagem de Unidades Formadoras de Colônia por mililitro (UFC/mL) foram os seguintes: o grupo A apresentou um valor médio de aderência fúngica por C. albicans igual a 4.84 UFC/mL (2.0-8.1; ± 1.81); o grupo B observou-se, em contrapartida, uma média de UFC/mL igual a 0.28 UFC/mL (0.12-0.6; ± 0.10). Após comparação entre o grupo A e grupo B quanto a formação de biofilme, observou-se diferença significativa na aderência da C. albicans sob a superfície de estudo (P < 0,0001). CONCLUSÃO: Devido os resultados, salientamos a tendência tecnológica relacionada a engenharia dos materiais na área da saúde pelo conhecimento cientifico e pelas ótimas vantagens que são descritas na literatura mundial1,2. Assim, as nanopartículas de sílica (SiO2), apresenta-se, como um material excelente divido a capacidade de melhorar as propriedades da superfície das resinas acrílicas termopolimerizáveis. Tornando possível o uso do material para aplicações na área odontológica. Mas a literatura mostra-se escassa no que diz respeito a estudos quanto a adesão de fungos do gênero C. Albicans em superfícies do PMMA com adição de (SiO2)2. Sendo assim, a partir dos resultados do trabalho, confirma-se a hipótese de que há uma diminuição da formação de biofilme significativa sobre a resina acrílica termopolimerizável aqui analisado.
Publicado
2017-10-27