SUCEPTIBILIDADE IN VITRO DO Staphylococcus aureus EM PACIENTES ATENDIDOS NA CLÍNICA DE ODONTOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA – RESULTADOS PARCIAIS QUANTO A SUSCEPTIBILIDADE A CEFOXITINA

  • Patrícia Vieira Duarte Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Alexandre Conde Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Estelamari Barbieri Elsemann Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Rogério Brasiliense Elsemann Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Alexandra Flávia Gazzoni Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O Staphylococcus aureus é considerado um patógeno humano oportunista e frequentemente está associado a infecções adquiridas na comunidade (Sa-CA) e no ambiente hospitalar (Sa-H).1 Até a década de 1960, a terapia antimicrobiana para infecções por esses microrganismos era relativamente simples. Entretanto, a partir disso, começaram a aparecer isolados resistentes a antibacterianos, tais como a penicilina.2 Diante desse contexto, o presente estudo busca investigar a susceptibilidade in vitro do S. aureus em pacientes carreadores atendidos na Clínica de Odontologia do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG). MATERIAL E MÉTODOS: Um estudo de prevalência foi realizado a partir da coleta de espécimen clínico em 19 pacientes que frequentam a Clínica Odontológica do Curso de Graduação em Odontologia do Centro Universitário da Serra Gaúcha, o qual fica localizado na cidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, no sul do Brasil. Para a coleta do espécimen das unhas, cavidade nasal e cavidade bucal, os pacientes seguiram os seguintes protocolos para coleta: (a) coleta da superfície inferior das unhas diretamente em placas contendo Ágar Sal-Manitol (Kasvi, Padova, Itália); (b) coleta utilizando um swab nas fossas nasais anteriores com realização de seis rotações na mucosa; (c) coleta utilizando swab estéril na cavidade bucal para coleta de saliva. Não excedendo o tempo de 30 minutos, os espécimens clínicos foram enviados ao Laboratório de Microbiologia e Patologia Bucal (LMPB- FSG) para identificação através das características de crescimento bacterianos. A resistência à cefoxitina (CFO) foi analisada utilizando um disco de difusão de 30 µg (Oxoid, Birminghan, Inglaterra). Para medida da zona inibitória circundante foi utilizado o documento M100-S23 (2013) do Clinical and Laboratory Standards Institute Guidelines (CLSI)3. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário da Serra Gaúcha sob o n° do CAAE 57719316.9.0000.5668. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Neste estudo, dos 19 pacientes que foram coletados material biológico, 15 apresentaram S. aureus nas unhas, 3 pacientes apresentaram na cavidade bucal e apenas 2 tinham na cavidade nasal. Além disso, 2 pacientes apresentaram resultado negativo para essas três regiões anatômicas. Após isso, foi realizado o teste de resistência à CFO com 6 participantes do estudo, no qual, durante a leitura do halo utilizando luz refletida, os resultados apresentaram um intervalo de variação entre 24-31mm, demonstrando que nenhum desses isolados apresentam  resistência do S. aureus à CFO e consequentemente nenhuma resistência a oxacilina4CONCLUSÃO: Nos últimos anos, as infecções associadas a comunidade por MRSA se tornaram uma situação preocupante no Brasil e no mundo. Nessa perspectiva, são necessários estudos sobre o referido assunto, analisando a susceptibilidade do S. aureus in vitro proveniente da população para avaliar se o perfil do Sa-CA está se alterando e se novos casos de resistência são descobertos. Apesar destes resultados apresentaram-se sob forma preliminar, nenhum dos pacientes da casuística apresentaram sensíveis à CFO, uma vez que a presença da resistência a CFO demonstra a existência do S. aureus resistente à meticilina (MRSA).

Publicado
2017-10-27