A GESTÃO AMBIENTAL FRENTE À INCLUSÃO DO MARKETING ECOLÓGICO NO AMBIENTE RURAL E NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: CONTRIBUIÇÕES SUSTENTÁVEIS

  • Cíntia Camilo Mincolla Faculdade de Direito de Santa Maria - FADISMA.
  • Cleide Calgaro Universidade de Caxias do Sul

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Contemporaneamente existe um demasiado enfrentamento social, quais sejam as peculiaridades que tratam das exposições dos riscos ambientais no âmbito do trabalho. Destaca-se que há uma grande extensão normativa na esfera ambiental e trabalhista que tem por objetivo o dever protecionista, a fim de amparar os trabalhadores rurais, o que deveria perpassar a ideia de assegurar uma responsabilidade ambiental no meio ambiente do trabalho, se estas não fossem tratadas como caráter secundário e inobservante. O olhar sob a adoção do marketing ecológico demanda um modelo de trabalho mais justo e sensibilizado, visto que através deste paradigma é possível obter o desenvolvimento de uma produção, ao qual busque gerar produtos mais naturais livres de tóxicos e agrotóxicos, irradiando benefícios aos trabalhadores e a sociedade consumidora. MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa faz uso do método dialético que apresenta como síntese o conceito posto que são as legislações temáticas que tratam do meio ambiente e do direito dos trabalhadores, assim como a Consolidação das Leis do Trabalho com sua especificidade no âmbito rural. Vindo de encontro com a síntese que é um ponto contrário as normas, quais sejam as inobservâncias normativa e o desvelo com o modelo de trabalho adotado, bem como as produções verdes por parte dos trabalhadores, empregadores rurais e industrias, sucedendo assim a ocorrência de perigos, bem como as exposições irradiantes à saúde humana aos riscos eminentes e iminentes., ocasionados e vindouros desta produção (in)sustentável. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os resultados obtidos são de que tem-se uma sociedade carente da efetivação de direitos e negligente com deveres, visto que a inobservância e a desobediência normativa ainda são obstáculos de grande enfrentamento no âmbito rural. O modelo de trabalho e de produções desenvolvidas demonstram a ausência com o prevencionismo, tanto para os geradores iniciais de demandas, quanto para os consumidores desta produção. CONCLUSÃO: Conclui-se que há possíveis soluções, as quais são vindouras de políticas públicas informativas que deverão atuar de forma protecionista e prevencionista no âmbito rural, pois este é o local inicial de produção, ou seja a ambiente fundamental para promover a implementação do marketing ecológico, uma vez que os produtos são analisados desde sua fase inicial. Destaca-se que a proteção do trabalhador rural também é de grande importância, visto que a minimização do uso de tóxicos e agrotóxicos beneficiará toda a sociedade de forma irradiante, transcendendo um bem-estar social de forma integral e sustentável. REFERÊNCIAS

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Biografia do Autor

Cíntia Camilo Mincolla, Faculdade de Direito de Santa Maria - FADISMA.

Acadêmica de graduação do Curso de Direito da Faculdade de Direito de Santa Maria - FADISMA.

Cleide Calgaro, Universidade de Caxias do Sul

Doutora em Ciências Sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Pós-Doutora em Filosofia e em Direito ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Doutoranda em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Mestra em Direito e em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Atualmente é Professora e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado - e na Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa "Metamorfose Jurídica”.  CV: http://lattes.cnpq.br/8547639191475261. E-mail: ccalgaro1@hotmail.com

Publicado
2017-10-27
Seção
Ciências Jurídicas e Sociais - Resumo Expandido