PERFIL DE INDIVÍDUOS PORTADORES DE HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO SUBMETIDOS À PARATIREOIDECTOMIA TOTAL

  • Carolina Ghiotto Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • Mauricio Sprenger Bassuino Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O hiperparatireoidismo secundário (HPTS) é um distúrbio previsível em pacientes com doença renal crônica. Pacientes diagnosticados com HPTS podem sofrer variações no metabolismo do cálcio e fósforo séricos, que levam a alterações ósseas, calcificações metastáticas entre outras comorbidades, sendo a única forma de curar essa patologia, a intervenção cirúrgica. No Brasil houve um aumento significativo de pacientes com insuficiência renal crônica, onde na fase terminal da doença dependem de diálise para substituir a função renal. A indicação e a realização da paratireoidectomia são incorretamente postergadas diversas vezes pela insistência no tratamento dialítico, em que o paciente frequentemente apresenta quadros graves, muito assintomáticos, que acabam dificultando o manejo operatório devido à imobilidade e ao estado geral desses indivíduos.  Desse modo, o presente trabalho objetiva verificar características de pacientes portadores de hiperparatireoidismo secundário, analisando o status calcêmico desses indivíduos após a retirada da glândula paratireoide afetada.

MATERIAIS E MÉTODOS: Será feito uma avaliação da literatura do período de 2010 a 2017.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: A insuficiência renal crônica (IRC) é considerada um problema mundial de saúde pública, que vem aumentando progressivamente. O diagnóstico precoce e o encaminhamento imediato para o nefrologista são etapas essenciais no manuseio desses pacientes, pois possibilitam a educação pré-diálise e a implementação de medidas preventivas que retardam ou mesmo interrompem a progressão para os estágios mais avan­çados da IRC, assim como diminuem morbidade e mortalidade iniciais. (ABREU et al., 2016). Conforme a gravidade da insuficiência renal crônica progride, observa-se evidentes alterações moleculares irreversíveis na glândula paratireoide que exigem tratamento precoce. (OLAIZOLA et al., 2016) A paratireoidectomia é uma terapia definitiva para o HPTS que tem como finalidade remover a massa de tecido glandular hiperfuncionante, podendo fornecer além da cura bioquímica, o risco reduzido de nefrolitíase, distúrbio mineral ósseo (DMO), menor risco de fraturas e melhora da qualidade de vida, revertendo os sintomas causados pelo HPTS, interrompendo a produção excessiva de PTH e alcançando a normocalcemia do paciente. (MONTENEGRO et al., 2016)

 CONCLUSÃO: Avaliando a literatura, ficou evidente a necessidade de mais estudos e conhecimentos sobre a população que necessita da realização desse procedimento. Por se tratar de uma patologia que esta diretamente correlacionada com a doença renal crônica, que é considerada um problema de saúde pública mundial, é de suma importância encontrar a melhor forma de se obter um bom prognóstico na cirurgia da paratireoidectomia, definindo o sucesso terapêutico e a eficácia da mesma.

Publicado
2017-10-27