PERFIL DOS CASOS DE MELANOMA EM PACIENTES ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA NO PERÍODO DE 2010 A 2016

  • Leticia Araújo Souza Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • Fernanda Formolo Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • Tiago Daltoé Hospital Pompeia
  • Patricia Spada Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO: O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos, podendo aparecer na pele ou mucosas, na forma de manchas e pintas. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa 3% das neoplasias malignas, sendo o mais grave, devido à sua alta possibilidade de metástase (INCA, 2017). MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal retrospectivo, com coleta de dados realizada, a partir de prontuários eletrônicos de pacientes com o diagnóstico de melanoma, atendidos por meio de convênio ou outros, em um hospital de Caxias do Sul/RS, no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2016. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, etnia, escolaridade e fatores de risco para o câncer. O projeto está aprovado pelo CEP/Pompéia sob o parecer nº 311.052. RESULTADOS: No período coletado, foram identificados 104 casos de melanoma cutâneo, desses 52,9% em mulheres e 47,1% em homens, com predominância da etnia branca (98%). A média de idade dos participantes foi de 56,1±14,6 anos de idade. Quanto ao nível de escolaridade dos participantes 38,5% tinham nível fundamental incompleto; 18,2% fundamental completo; 25% nível médio e os demais não informaram (18,3%). Da amostra avaliada, 26% relataram histórico familiar para algum tipo de câncer. DISCUSSÕES: Na amostra analisada, observou-se que a maioria eram mulheres, perfil de amostra semelhante ao observado em outros estudos, que apresentaram 55,6% (DIMATOS, 2009), 78% (PINHEIRO, 2003), 64% (LAPA, 2001) de mulheres com melanoma. De fato, pesquisas relatam que o aparecimento do melanoma ocorre mais no sexo feminino (PINHEIRO, 2003; JÚNIOR, 2008). Quanto à etnia, cujos dados analisados refletiram 98% de etnia branca, corroborou com outros dois estudos que apresentaram percentuais semelhantes (FERNANDES, 2005; MARKOVIC, 2007). A média de idade da amostra avaliada até o momento, mostrou-se aproximada ao encontrado em outros estudos, cuja média foi de 58 anos (FERNANDES, 2005; JÚNIOR, 2008). Nos dados avaliados, 26% dos participantes relataram histórico familiar de algum tipo de câncer. No estudo de PURIM (2013) percentual semelhante (24%) foi observado, quando os participantes referiram antecedentes familiares de algum tipo de câncer de pele (PURIM,2013). CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico dos pacientes com melanoma cutâneo desse estudo caracterizou-se por predomínio na etnia branca, média de idade de 56,1 anos, ensino fundamental incompleto e a maioria do sexo feminino. Hoje, o melanoma cutâneo é potencialmente curável, se tratado precocemente. Mais importante que o sucesso de tratamento é a prevenção, visto que evitando a exposição ao sol, quando os raios são mais intensos e utilizando protetores e/ou bloqueadores solares, independentemente da cor de pele, pode-se prevenir esse tipo de tumor (PURIM, 2013). Quanto maior o conhecimento, informações sobre o câncer de pele e acesso ao sistema de saúde, melhor o prognóstico da doença.
Publicado
2017-10-27