FISIOTERAPEUTAS DO SORRISO

  • Alexandra Renosto Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Gisele Dutra Rocha Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • José Davi Oltramari Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Gisele Oltramari Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Daiane Giacomet Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Alenia Finger Centro Universitário da Serra Gaúcha

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:A noção de humanização vem sendo utilizada há vários anos, em especial na área da saúde, quando se fala em humanização da assistência.Está em curso no Brasil a instituição da PNH, cujo principal antecedente é a Política Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar proposta pelo governo federal em 2001. Conforme já mencionado, a PNH possui escopo ampliado e pretende reorientar as práticas em saúde em todo o País numa perspectiva de transversalidade. A partir da democratização das relações e da valorização dos trabalhadores da saúde, a PNH preconiza a construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com a produção de saúde, estimulando o protagonismo e autonomia de sujeitos e coletivos e sua co-responsabilidade nos processos de gestão e atenção. A co-gestão e o modo coletivo de produção de saúde e de sujeitos são os norteadores da construção da PNH como política pública.(BENEVIDES e PASSOS, 2005)O projeto de humanização surge num cenário de desafios ainda presentes na construção do SUS que exige mudanças no modelo de gestão e de atenção à saúde. Dentre eles, destacam-se: vínculo frágil trabalhadores/usuários e controle social incipiente, precarização das relações de trabalho e pouca participação dos trabalhadores na gestão dos serviços, baixo investimento em educação permanente, desestímulo ao trabalho em equipe e despreparo dos profissionais para lidar com questões subjetivas que toda prática de saúde envolve. (PUCCINI e CECÍLIO, 2004).MATERIAL E MÉTODOS:o projeto promove a humanização doa alunos do curso de Fisioterapia nos contextos de intervenção como hospital, lar de idosos, creches, unidades básicas de saúde, entre outros, com atividades lúdicas, para pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde. Os alunos, por meio de caracterização de palhaço, os personagens brincalhões que, por meio de suas peripécias e histórias engraçadas, tornam o ambiente de saúde muito mais alegre e descontraído. Além das visitas aos pacientes, os alunos também estendem suas atividades através de brincadeiras terapêuticas, estimulando o doente a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos, dentro de um ambiente lúdico.Desta maneira, passam a conhecer os ambientes na qual realizarão futuramente suas práticas disciplinares e de estágio, desenvolvendo neles habilidades e atitudes para lidar com as intercorrências e dificuldades que estes ambientes apresentam.RESULTADOS E DISCUSSÕES:O Projeto possibilita a aproximação entre todas as pessoas envolvidas no processo de cuidado ao próximo, contribuindo para a humanização e o enriquecimento dos contextos de saúde. De modo geral, ocorre uma grande euforia e alegria dos acadêmicos do Curso de Fisioterapia com o desenvolvimento de ações de intervenção. Observa-se o benefício proporcionado pela oportunidade de acesso aos contextos de saúde e vivencia destas realidades, estando essas situações sempre presentes no dia-a-dia do fisioterapeuta, evidenciando resultados bastante positivos para o processo de desenvolvimento de um egresso comprometido com o bem-estar e a humanização nos cuidados em saúde (BENEVIDES e PASSOS, 2005). A melhoria da qualidade da assistência e consequente satisfação do usuário são resultantes do modo de gestão do trabalho desenvolvido nos serviços, cujo protagonista nesse processo é o trabalhador da saúde. Partindo-se da premissa de que a produção de saúde é feita por pessoas dotadas de desejos, sentimentos, saberes e necessidades, considera-se que humanizar é ofertar atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com acolhimento, com melhoria dos ambientes de cuidado e das condições de trabalho dos profissionais.CONCLUSÃO:A ciência e tecnologia se tornam desumanizantes quando ficamos reduzidos a objetos despersonalizados de nossa própria técnica, de uma investigação fria e objetiva. O preço que pagamos pela suposta objetividade da ciência é a eliminação da condição humana da palavra, que não pode ser reduzida, no caso da prestação de serviços de saúde, à mera descrição técnica dos sintomas e da evolução de uma doença, por exemplo.A humanização na saúde por meio do aspecto lúdico, contribui para a recuperação mais rápida dos pacientes, propicia descontração e relaxamento aos familiares e acompanhantes, diminui o estresse dos profissionais que atuam nos hospitais e também colabora para o crescimento pessoal do voluntariado.
Publicado
2017-10-27