EFEITOS DELETÉRIOS DA EXPOSIÇÃO À POLUIÇÃO EM PACIENTES COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  • SANDRA MAGALI HEBERLE CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA - PORTUGAL FACULDADE INEDI - CESUCA
  • HUENDER CARDOSO CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA
  • NELSON AZEVEDO BARROS UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Ciências aplicadas ao ambiente.

Resumo

O ar que respiramos é imprescindível para a manutenção da vida e controle da saúde individual e coletiva. Porém, com o advento da industrialização, os níveis de partículas tóxicas no ar cresceram muito, quando relacionado a tempos anteriores devido à queima de combustíveis fósseis (BRAGA et al., 2001). Com isso, observou-se um crescimento nos números de disfunções respiratórias em populações com exposições altas à ozônio (O3), material particulado (MP), óxidos de nitrogênio (NO2), Dióxido de Enxofre (SO2) e Monóxido de Carbono (CO) (RUSSO, 2010. BRAGA et al., 2001. DAPPER et al., 2016), principalmente aquelas com doenças pulmonares pré-existentes, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) (SCHIKOWISKI et al., 2014). Para isso, a presente revisão tem por finalidade a caracterização da relação do aparecimento ou intensificação da DPOC em locais com alto acúmulo de poluentes, além de evidenciar as pesquisas e resultados encontrados recentemente sobre o tema. MATERIAL E MÉTODOS: O presente trabalho consiste em uma revisão de literatura, realizada por um levantamento bibliográfico de bases de dados internacionais e nacionais do intervalo de 2016 à 2018 sobre a atual situação das pesquisas relacionadas aos efeitos deletérios da poluição em pacientes com DPOC. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Em pacientes com DPOC, evidencia-se uma perda de função pulmonar muito mais acelerada e elevada quando comparado com pessoas saudáveis, devido à fragilidade do sistema respiratório, à hiperinsuflação gasosa e acúmulo de partículas presentes no ar (MANIGRASSO, 2017). CONCLUSÃO: Constata-se que há uma grande relação entre as altas concentrações de poluentes e o aparecimento/consolidação da DPOC, bem como na exacerbação desta, encontrando os poluentes, em quase toda sua essência, como importante agente acumulativo das vias aéreas e redutor da função pulmonar dos pacientes com DPOC.

Biografia do Autor

SANDRA MAGALI HEBERLE, CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA - PORTUGAL FACULDADE INEDI - CESUCA
Fisioterapeuta, mestre em ciências da saúde (pneumologia), especialista em fisioterapia respiratória e terapia intensiva pela ASSOBRAFIR. Professora da Faculdade de Fisioterapia da FSG, docente nas disciplinas de Cardiopneumofuncional no adulto e no idoso, Supervisão de estágio hospitalar. Coordenadora do curso de Fisioterapia da CESUCA.
HUENDER CARDOSO, CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA
Acadêmico do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário da Serra Gaúcha. 
NELSON AZEVEDO BARROS, UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Ciências aplicadas ao ambiente.
Professor da Universidade Fernando Pessoa.
Publicado
2018-12-28
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido