AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE PULMONAR DE MOTORISTAS DE ÔNIBUS

  • SANDRA MAGALI HEBERLE CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA FACULDADE INEDI - CESUCA
  • FRANCIELI DALEGRAVE CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA - FSG
  • NELSON AZEVEDO BARROS UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA
  • MICHELE GOMES DA ROSA FISIOTERAPEUTA - PUCRS

Resumo

A poluição do ar é, atualmente, uma das maiores preocupações ambientais à escala mundial, causando preocupação com o futuro da vida no planeta [AMARAL et al., 2003; ARBEX et al, 2012; MATOS et al., 2013; LOUREIRO, 2005]. No Brasil, os combustíveis mais utilizados em transporte são a gasolina para automóveis (veículos mais leves) e o diesel para ônibus e caminhões [EKPENYONG et al., 2012; MOLLE R et al., 2013; DAPPER et al., 2016; AMÂNCIO E NASCIMENTO, 2012]. Porém, Amâncio e Nascimento afirmam que, mesmo com os níveis da poluição controlados, os poluentes ainda são capazes de gerar efeitos negativos sobre a saúde, de modo que a maioria dos poluentes pode afetar a função pulmonar e causar graves danos à saúde [BROOK et al., 2010]. Exposições crônicas prolongadas a esses poluentes têm contribuído para aumentar o número de casos de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, câncer de pulmão e doenças cardiovasculares [CORTES E CARNEIRO, 2014]. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2016), os serviços de emergência e o número de internações e de óbitos são elevados, muitas vezes, pelo aumento dos sintomas dessas doenças [SIMONI et al., 2002; HUANG et al.,2016; UNDERHILL, et al., 2015; VOKOVIC, et al., 2016]. Estudos têm contribuído para a busca da prevenção da poluição [CARDOSO E OLIVEIRA, 2011; CORTES E CARNEIRO, 2016]. Dos 54 participantes, nenhum deles relatou morar com fumantes, e apenas 15 (27,8%) apresentaram alterações na função pulmonar, sendo a Média  e o Desvio Padrão (MD±DP) da CVF de 120,70±20,97, VEF1 de 111,41±24,94, da VEF1/CVF 93,93±5,76 e da FEF25-75% 100,91±30,10 Como neste estudo a avaliação foi baseada apenas nas respostas obtidas na aplicação do questionário geral clínico e análise da capacidade pulmonar dos participantes, não tendo sido encontradas alterações significativas que pudessem sugerir os riscos a que essa população possa estar exposta durante sua jornada de trabalho.  Divergindo das pesquisas, não encontramos achados significativos. Isso se deve a motivos tais como os motoristas terem sido avaliados em uma única vez, não haver critérios comparativos e, também, inexistir controle da concentração de poluentes da cidade. Concluiu-se que nos grandes centros urbanos, estão aumentando as frotas veiculares, que podem afetar significativamente a qualidade do ar, influenciando na capacidade pulmonar dos indivíduos expostos

Biografia do Autor

SANDRA MAGALI HEBERLE, CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA FACULDADE INEDI - CESUCA
Fisioterapeuta, mestre em ciências da saúde (pneumologia), especialista em fisioterapia respiratória e terapia intensiva pela ASSOBRAFIR. Professora da Faculdade de Fisioterapia da FSG, docente nas disciplinas de Cardiopneumofuncional no adulto e no idoso, Supervisão de estágio hospitalar. Coordenadora do curso de Fisioterapia da CESUCA.
FRANCIELI DALEGRAVE, CENTRO UNIVERSITÁRIO DA SERRA GAÚCHA - FSG
FISIOTERAPEUTA
Publicado
2018-12-28
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido