A COOPERAÇÃO SOCIAL EM JOHN RAWLS E O RISCO ECOLÓGICO NA SOCIEDADE HIPERCONSUMISTA

  • Cleide Calgaro Universidade de Caxias do Sul
  • Agemir Bavaresco Pontifícia Universidade Católica do RS
  • Gabriel Dall’agnol Debarba Universidade de Caxias do Sul

Resumo

INTRODUÇÃO: No presente trabalho discute-se a necessidade de políticas públicas de sustentabilidade baseadas na ideia de cooperação social de Rawls para minimizar os problemas socioambientais causados pelo hiperconsumismo: pobreza; desigualdade social e  degradação ambiental. Pretende-se, após o estudo das necessidades e impactos dos riscos ecológicos advindos do hiperconsumismo, buscar as melhores políticas públicas de sustentabilidade para a diminuição dos problemas socioambientais, além de, verificar como é possível reduzir a vulnerabilidade existente nas sociedades através da ideia de cooperação social proposta por John Rawls desenvolvida sobre a Teoria da Justiça.  O método utilizado é o analítico, onde se faz a análise as questões propostas e se propõe uma solução possível. A partir deste método, a pesquisa se desenvolveu sobre a vulnerabilidade socioambiental e as políticas públicas de sustentabilidade para resolver a problemática indicados. Assim, pretende-se efetuar análise sobre: a cooperação social vista na Teoria da Justiça de John Rawls e as políticas públicas de sustentabilidades implementadas e/ou necessárias para a solução do problema do risco ecológico advindos do hiperconsumismo e o alcance das metas traçadas.  RESULTADOS E DISCUSSÕES: Desta forma, busca-se através do estudo da cooperação social de Rawls e da política pública de sustentabilidade reduzir a vulnerabilidade socioambiental e os demais problemas existentes na sociedade moderna pautada no capitalismo e no hiperconsumismo. A partir do exposto observa-se que existe a necessidade de criar políticas públicas de sustentabilidade que minimizem os riscos ecológicos e a vulnerabilidade socioambiental advinda do hiperconsumismo e, que, se pautem na ideia de cooperação social proposta por Rawls, onde todos possam participar de forma efetiva sentindo-se pertencentes à sociedade em que vivem. Para tal, se analisa, primeiramente, a Teoria da Justiça de John Rawls, no que se refere à ideia da cooperação social entre pessoas livres e iguais e como aplicá-la para resolver a questão proposta, para posteriormente se estudar as questões ambientais, a ideia de hiperconsumismo e do risco ecológico.  E, por fim, como aplicar as políticas públicas de sustentabilidade para atingir a cooperação social proposta por Rawls, para minimizar os problemas advindos dos impactos ambientais e do hiperconsumismo que geram grandes impactos na sociedade moderna.  CONCLUSÃO: Dessa forma, é importante uma nova racionalidade, seja ela individual, seja ela coletiva, em que a explosão utilitarista da modernidade possa ser contornada e que as desigualdades e a degradação ambiental causada pelo consumo possa ser controlada.  Necessita-se vislumbrar novos paradigmas para que se possa pensar em políticas públicas de educação sustentável para o consumo, como um instrumento de benefício socioambiental. Dentro do planejamento de políticas públicas de educação para o consumo sustentável, é importante que se compreendam as inter-relações que acabam se estabelecendo entre os processos históricos, sociais, culturais e ecológicos na sociedade. É importante mudar ou reconstruir a cultura de consumo para gerar baixo impacto ambiental no País e no mundo. È imprescindível pensar essas políticas públicas como um caminho para o desenvolvimento de uma nova cultura e, consequentemente, de uma nova cidadania, em que o consumo seja, apenas, um aspecto a ser vivido pelo ser humano como cidadão.

 

REFERÊNCIAS

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RAWLS, John.  Justiça como eqüidade. Trad.: Claudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

RAWLS, John.  O direito dos povos. São Paulo: Martins Fonte, 2001.

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SCHOR, Juliet B. Nascidos para comprar: uma leitura essencial para orientarmos nossas crianças na era do consumismo. São Paulo: Editora Gente, 2009.

SIMIONI, Rafael Lazzarotto. Direito Ambiental e Sustentabilidade. Juruá Editora, Curitiba, 2006.

SOARES, Ricardo Maurício Alberto. Direitos do Consumidor. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.

 

Biografia do Autor

Cleide Calgaro, Universidade de Caxias do Sul

Doutora em Ciências Sociais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS. Pós-Doutora em Filosofia e em Direito ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Doutoranda em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Mestra em Direito e em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul – UCS. Atualmente é Professora e pesquisadora no Programa de Pós-Graduação – Mestrado e Doutorado - e na Graduação em Direito da Universidade de Caxias do Sul. É vice-líder do Grupo de Pesquisa “Metamorfose Jurídica” e do Grupo de Pesquisa “Filosofia do Direito e Pensamento Político” da Universidade Federal da Paraíba-UFPB. Também atua como pesquisadora no Grupo de pesquisa “Regulação ambiental da atividade econômica sustentável (REGA)” da Escola Superior Dom Helder Câmara. CV: http://lattes.cnpq.br/8547639191475261. E-mail: ccalgaro1@hotmail.com

Agemir Bavaresco, Pontifícia Universidade Católica do RS
Doutor em Filosofia pela Universidade Paris I (Pantheon-Sorbonne) (1997). Pós-Doutorado na Fordham University (2009). Visiting Scholar na University of Pittsburgh (2011 e 2012). Pesquisa pós-doutoral na University of Sydney (2013). Pesquisa e solidariedade na University of Guyana (2014). Pesquisa pós-doutoral na Columbia University (2015). Pesquisa pós-doutoral Kingston University/London (2016 e 2017) no Center for Research in Mondern European Philosopy. Pesquisa interdisciplinar e desenvolvimento de rede de relações internacionais e interinstitucionais na Hebrew University of Jerusalem no Center for German Studies e Departamento de Filosofia (2018). Possui ainda mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1993), graduação em Filosofia pela Universidade Católica de Pelotas (1978), graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2010) e Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pelotas (2007). Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Pesquisa a partir de um viés interdisciplinar nas áreas de Filosofia Moderna, Filosofia Social e Filosofia Política Brasileira. Dedica-se a atualização do tema Contradições da Democracia e Opinião Pública.
Gabriel Dall’agnol Debarba, Universidade de Caxias do Sul
Academico do Curso de direito da Universidade de caxias do sul
Publicado
2018-12-28
Seção
Ciências Jurídicas e Sociais - Resumo Expandido