COMPARAÇÃO DO FLUXO SALIVAR DE PACIENTES TABAGISTAS E NÃO TABAGISTAS: RESULTADOS PARCIAIS

  • Thiago Cappelletti Adamatti Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)
  • Camila Bordignon Bim Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)
  • Juliane Butze Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A saliva é um fluido transparente, aquoso e hipotônico, que é secretado diretamente na cavidade bucal pelos 3 pares de glândulas salivares maiores: parótida, submandibular e sublingual. Em humanos saudáveis, a média diária de produção salivar varia de 500 a 600ml. Existem alguns fatores importantes que podem alterar a produção salivar como: grau de hidratação, exposição à luz, medicações e tabaco. O tabaco diminui a secreção salivar a qual é extremamente importante na proteção bucal e até mesmo na diminuição do risco de desenvolvimento de cárie. O tabaco também provoca a inflamação das glândulas salivares e mau hálito persistente, mas o principal agravo do vício é a predisposição gerada para lesões pré-malignas, ou seja, potencialmente cancerizáveis. Este estudo teve como objetivo comparar o fluxo salivar de pacientes tabagistas e não tabagistas que procuraram atendimento na disciplina de Triagem do Curso de Odontologia do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG) entre os meses de Outubro e Novembro de 2017. MATERIAL E MÉTODOS: Os participantes responderam a um questionário com perguntas objetivas visando identificar fatores que pudessem interferir no fluxo salivar, tais como uso de medicações xerostômicas e hábitos que influenciassem na secreção salivar, e realizaram o teste de sialometria em repouso e estimulado. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Um total de 10 pacientes participaram da pesquisa. Destes, 04 (40%) eram do sexo masculino e 06 (60%) eram do sexo feminino. A média de idade dos pacientes atendidos foi de 33 anos. Metade da amostra foi composta por pacientes tabagistas e a outra metade por pacientes não tabagistas. A partir da análise dos dados, não pode se observar diferenças no fluxo salivar em repouso e estimulado entre os grupos.  CONCLUSÃO: Através dos dados coletados pode-se concluir que o hábito do tabagismo não interfere no fluxo salivar. Este resultado pode ser devido ao número muito pequeno da amostra. Para que uma análise possa ser realizada, é necessário que mais dados sejam coletados.

Biografia do Autor

Juliane Butze, Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)
Doutora em Periodontia
Publicado
2018-12-28