INCIDÊNCIA DE CRYPTOCOCCUS NEOFORMANS EM EXCRETAS DE POMBOS (Columba livia) EM ESPAÇO PÚBLICO NO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL, RS

  • ADRIANA DEMATHÉ Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
  • Júlia Sbaraini Mósena
  • Gabriela Fredo

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A criptococose é uma doença infecciosa fúngica oportunista comum, que acomete mamíferos domésticos, animais silvestres e o homem, podendo ser fatal. O agente etiológico é o Cryptococcus spp. que no ambiente é principalmente encontrado em fezes de aves, especialmente de pombos, possui grande capacidade de proliferação e enorme adaptação, podendo permanecer viável nas fezes secas dessas aves por aproximadamente dois anos, o que as torna um reservatório de partículas infectantes (SOUZA, 2013; SOUZA & SOUSA, 2017). O agente pode afetar múltiplos órgãos causando infecções em indivíduos imunocomprometidos, sendo que, o sistema nervoso central e o trato respiratório são os órgãos mais acometidos (MENEZES et al., 2014). São objetivos do estudo: avaliar a incidência e ocorrência de Criptococcus neoformans em amostras de excretas secas e frescas de pombos e amostras de solo em locais públicos na cidade de Caxias do Sul – RS através de diferentes metodologias; realizar análise comparativa estatística entre os diferentes métodos diagnósticos; sugerir medidas de controle e prevenção de risco sanitário relacionado à zoonose de acordo com os resultados obtidos. MATERIAL E MÉTODOS: Será realizada pesquisa de campo quantitativa em excretas de pombos domésticos em duas praças da cidade de Caxias do Sul. A coleta será realizada em períodos distintos: inverno e verão. Serão coletadas um total de 60 amostras do material fecal das aves de espécimes de Columba livia. Durante as coletas será utilizada ficha padrão , na qual será identificada data, hora, temperatura, local da coleta e nome do coletor. As análises laboratoriais serão realizadas no Centro Universitário da Serra Gaúcha e em laboratórios terceirizados. Cultivo fúngico e Exame direto das leveduras: as fezes frescas dos pombos serão maceradas e diluídas em solução fisiológica e clorafenicol e após semeadas em Ágar Sabouraud incubado em temperatura de 30º C, durante o período de até 15 dias, sendo realizada caracterização macro e microscópica das colônias e exame direto através de coloração com tinta da China (CAVALCANTE, SOUZA & COELHO, 2018; KHON et al., 2018). Hidrólise da uréia: um inoculo da colônia será colocado em tubo contendo meio de ureia, incubado em estufa a 35° C por um período de 3 a 7 dias e observada a coloração (CONTIM et al., 2011; ARAUJO JR et al., 2015). Citologia Fecal direta: realização de suabes em excretas frescas de pombos e rolagem linear em lâmina de vidro citológica com visualização pelo método de coloração citopatológica de panótico rápido. Quimiotipagem: será utilizado o teste de CGB (canavanina-glicina-azul de bromotimol) para diferenciar as espécies (ARAUJO JR et al., 2015). Realização da análise molecular através da reação em cadeia de polimerase (PCR): será realizado pool das amostras coletadas nos ambientes e encaminhada a laboratório terceirizado. ANÁLISE ESTATÍSTICA: Teste Exato de Fisher e o Teste Qui-Quadrado, sendo adotado o nível de significância de 5%. Será utilizado o programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences). RESULTADOS, DISCUSSÕES E CONCLUSÃO: por se tratar de projeto de pesquisa estes dados ainda não estão disponíveis.

 

REFERÊNCIAS

 

ARAÚJO JÚNIOR, E. C. Et al. Cryptococcus: Isolamento ambiental e caracterização bioquímica. Arq. Bras. Med. Vet.Zootec , v. 67, n.4, p.1003-1008, 2015.

CAVALCANTE, A. C.; SOUZA, A. E. S.; COELHO, L. L. Micro-organismos encontrados nas fezes de Columba livia Gmelin, 1789 (Aves, Columbidae) no município de Santarém, Pará, Brasil. Scientia Amazonia, v. 7, n.1, p. 19-27, 2018.

CONTIN, J. T.; QUARESMA, G. S.; SILVA, E. F.; LINARDI, V. R. Ocorrência de Cryptococcus neoformans em fezes de pombos na cidade de Caratinga, MG – Brasil. Revista Médica de Minas Gerais, v. 21, n.1, p. 19-24, 2011.

KON, A. S.; GRUMACH, A. S.; COLOMBO, A.L.; et al. Consenso em Criptococose – 2008. Rev Soc Bras Med Trop, v. 41, n.5, p. 524-544, 2008.

MENEZES, T.; SCAIN, G.; DE QUADROS, R. M.; et al. Cryptococcus spp. em excretas de pombos (Columba livia) de áreas públicas de Lages, Santa Catarina. Science Animal Health, v. 2, n.2, p.102-114, 2014.

SOUZA, J. A. M. O. Variabilidade genética de cryptococcus ambientais na cidade do Salvador – BA. Dissertação de Mestrado em Biotecnologia , Universidade Federal da Bahia. Instituto de Ciências da Saúde,- 2013. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/15136/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_ICS_%20Jo%C3%A3o%20Ant %C3%B4nio%20Miranda%20%20Souza.pdf . Acesso em 29 Mai 2018.

SOUZA, R. G.; SOUSA, C. M. Incidência de Cryptococcus Neoformans em fezes de pombos (Columba Livia) na área central da cidade de Porto Velho, RO. Trabalho de conclusão de curso da disciplina de Ciências Biológicas do Centro Universitário São Lucas – UNISL, 2017. Disponível em: http://repositorio.saolucas.edu.br:8080/ xmlui/bitstream/handle/123456789/2166/Rodrigo%20Gutierrez%20de% 20Souza%20-%20Incid%C3%Aancia%20de%20Cryptococcus%20neoformans%20em%20fezes%20de%20pom bos%20COLUMBA%20LIVIA%20na%20%C3%A1rea%20central%20de%20Porto%20Velho%2C%20RO%20 ..pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 10 Mar 2018.

Biografia do Autor

ADRIANA DEMATHÉ, Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
Graduanda Medicina Veterinária
Publicado
2019-01-03
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido