PERCEPÇÃO DE PACIENTES TABAGISTAS SOBRE O SEU PRÓPRIO HÁLITO

  • Gabriela Ferreira FSG Centro Universitário
  • Bruna Reis FSG Centro Universitário
  • Juliane Butze Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A palavra halitose deriva do latim halitus, que significa ar expirado (hálito), e do sufixo grego osis, que significa alteração patológica. Ela tem se tornado um motivo de grande preocupação da população devido ao fato de afetar a vida social do indivíduo, afetiva e profissionalmente, refletindo na sua saúde emocional. Possui um difícil diagnóstico devido às causas multifatoriais que podem gerar esta patologia, porém, cerca de 90% dos casos de halitose são de origem bucal, oriundos de uma má higienização oral, principalmente das faces proximais dos dentes e da língua. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a percepção dos pacientes da Clínica de Triagem do Centro Universitário da Serra Gaúcha sobre o próprio hálito e verificar se o tabaco altera o hálito. MATERIAL E MÉTODOS: Os participantes responderam a um questionário com perguntas objetivas a fim de avaliar o próprio hálito e realizaram auto-avaliação do hálito através da Escala Visual Analógica, sendo o estudo realizado entre os meses de outubro e novembro de 2017. RESULTADOS: um total de dez pacientes compôs a amostra parcial da pesquisa, sendo seis (60%) do sexo feminino e quatro (40%) do sexo masculino, com idade média de 33 anos. A partir da análise de dados verificou-se que cinco (50%) dos participantes possuíam hábitos tabágicos e cinco (50%) participantes não tabagistas, porém não foram encontradas diferenças significantes entre os grupos. Todavia notou-se uma maior ocorrência de tentativas de mascarar o hálito com artifícios no grupo de fumantes (80%), sendo inversamente proporcional no outro grupo. CONCLUSÃO: Com os resultados parciais obtidos no presente estudo, não houve diferença substancial de percepção entre indivíduos tabagistas e não tabagistas em relação à halitose.

Publicado
2019-01-03