CONSUMOCENTRISMO E OS RISCOS SOCIOAMBIENTAIS CAUSADO PELOS AGROTÓXICOS

  • Natan Lunelli Universidade de Caxias do Sul
  • Agostinho Oli Koppe Pereira Universidade de Caxias do Sul

Resumo

Introdução: Com a recente pesquisa vem-se analisando como a modernidade solidificou o sujeito em uma sociedade consumocentrista, pois, com o aumento da população mundial vem causando sérios problemas socioambientais, em particular, ao que se refere aos alimentos. Com isso criou-se uma ideia de alta produtividade de agrotóxico. Os agrotóxicos foram desenvolvidos durante a primeira guerra mundial e extremamente utilizado na segunda guerra mundial, como arma química. Pós termino da guerra começou a ser comercializado como defensivos agrícolas. Na sociedade consumocentrista o uso dos agrotóxicos aumentou bastante, de certa forma a aplicação desse produto facilita o desenvolvimento de diversas espécies de plantas, porém, suas substâncias causam danos irreparáveis ao ser humano e ao meio ambiente. Material e Método:  O método é o analítico dedutivo através da utilização da análise bibliográfica. Resultados e discussões: O Consumocentrismo moderno é o novo responsável pelos danos causados à sociedade e ao meio ambiente em todos os âmbitos, mas no setor agrícola sua relação está com referência ao uso indiscriminado dos agrotóxicos, causando a poluição das águas, da terra e do ar, e por consequência o sujeito causando riscos à saúde. Pesquisas mostram que mais de 200 mil mortes por ano no mundo devido os problemas gerados pelo uso de agrotóxicos, sendo que a maioria ocorre em países em desenvolvimento. Conclusão: A presente pesquisa ainda está no início de seus trabalhos, porém já se detectou que o consumocentrismo é um dos grandes impulsionadores do desregrado uso dos agrotóxicos no meio agrícola, porém, em continuidade, pretende-se continuar o trabalho verificando quais são esses impactos e como os órgãos públicos pode implementar políticas públicas capazes de minimizar os impactos gerados processe produtos em nível socioambiental, tendo em vista que o mercado e os meios de comunicação estão impondo a ideologia consumocentrista em um adestramento da sociedade contemporânea.

 

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Paulo de Bessa. A Tutela Judicial do Meio Ambiente. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2005.

 

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BARACHO, José Alfredo de Oliveira. O princípio de subsidiariedade: conceito e evolução. Rio de Janeiro: Forense, 1996.

 

BARBER, Benjamin. Consumidor: como o mercado corrompe crianças, infantiliza adultos e engole cidadãos. Rio de Janeiro: Record, 2009.

 

BAUMAN, Zygmun. Vidas para o Consumo: A transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.

 

BECK, Ulrick. Sociedade de Risco. São Paulo: Editora 34, 2010.

 

RETONDAR, Anderson Moebus.   Sociedade de consumo, modernidade e globalização.  São Paulo: EDUFCG, 2007.

Biografia do Autor

Natan Lunelli, Universidade de Caxias do Sul
Acadêmico do curso de Bacharelado em Filosofia, Universidade de Caxias do Sul.
Agostinho Oli Koppe Pereira, Universidade de Caxias do Sul

Doutor em Direito pela UNISINOS. Pos-Doutor em Direito pela UNISINOS

Publicado
2019-01-04
Seção
Ciências Jurídicas e Sociais - Resumo Expandido