MÉTODOS DE AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM RISCO HOSPITALIZADOS NA CIDADE DE CAXIAS DO SUL/RS.

  • Joana Zanotti FSG Centro Universitário
  • Fernanda Werberich FSG Centro Universitário
  • Giordana Roth Fernandes Maschio FSG Centro Universitário
  • Marieli Tretto FSG Centro Universitário
  • Ana Lucia Hoefel FSG Centro Universitário

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A hospitalização é considerada de grande risco tanto para jovens, quanto para idosos (PAIVA et al., 2014). Pacientes desnutridos apresentam até vinte vezes mais complicações que os nutridos, apresentando um aumento de 42% nas complicações sépticas e não-sépticas. Considerando-se que a desnutrição é frequente no ambiente hospitalar e que interfere diretamente na morbidade e mortalidade de pacientes clínicos e cirúrgicos, torna-se fundamental a avaliação nutricional para se diagnosticar e corrigir o quadro nutricional, reduzindo-se assim os custos hospitalares e a mortalidade (ANDRADE et al., 2005). Sabe-se que adultos apresentam maior número de internações hospitalares, porém pessoas acima dos 80 anos gastam 5 vezes mais com a hospitalização (PAIVA et al., 2014.; ANDRADE et al., 2005). Existem diversos métodos para a estimativa da composição corporal, com diferentes níveis de precisão, custo e aplicabilidade e, recentemente, novos parâmetros vêm sendo incluídos como coadjuvantes na avaliação antropométrica. Dentre os métodos de avaliação não convencionais, tem-se a força de preensão palmar (FPP), com uso da dinamometria – um método validado para avaliação nutricional – e a mensuração da medida do músculo adutor do polegar (MAP). Ambos são de fácil manuseio, baixo custo, simples e rápidos, permitindo a identificação dos indivíduos em maior risco de desenvolver complicações relacionadas à má nutrição, além de auxiliarem o acompanhamento dos pacientes com subnutrição. (OLIVEIRA, 2010). Muitos estudos apontam a perda da massa muscular esquelética como importante fator para perda de função e aumento de riscos de desnutrição, ainda assim, essa perda não é rotineiramente avaliada (GRADELLA, 2017). O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de desnutrição, relacionada a FPP e a medida do MAP em pacientes hospitalizados.   MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo extensionista, transversal, realizado com indivíduos hospitalizados, de 18 a 95 anos, sem restrição de gênero, detectados pela triagem Nutrition Screening 2002 como risco nutricional. A coleta de dados ocorreu em um hospital de Caxias do Sul/RS. Os métodos realizados foram a FPP, aferida com dinanômetro manual (referência ideal > 20kgf para mulheres e > 30kgf para homens) e MAP, aferido com adipômetro (referência ideal > 13mm para ambos os sexos) (BOHANNON, 2006). Foi utilizado também como parâmetro avaliativo a Avaliação Subjetiva Global (ASG) a qual classifica o indivíduo em bem nutrido, desnutrido leve/moderado ou desnutrido grave e o Índice de Massa Corporal (IMC) (kg/m2), critérios conforme OMS (1998).  Para análise estatística foram utilizados base de dados no excel e análise através de percentuais.  RESULTADOS E DISCUSSÕES: Foram avaliados 25 pacientes, destes, 14 eram do sexo feminino (56%) e 11 do sexo masculino (44%). A média de idade foi de 69,7 anos. O estado nutricional segundo o IMC apresentou 35% de desnutrição, enquanto a ASG obteve 67% de desnutrição moderada e grave.  Segundo a FPP observou-se uma média de 22,8 kgf, A musculatura do adutor do polegar teve uma média total de 13,2 mm, nas mulheres essa média foi mais baixa 12,5mm e nos homens 14,30 mm, onde o mínimo encontrado foi 6,5mm e o máximo foi 17mm. CONCLUSÃO: Os dados sugerem que a avaliação nutricional apenas pelo IMC ou ASG pode esconder alterações na massa e função muscular, portanto uma avaliação mais completa deve ser realizada. Foram observados altos índices preditores de desnutrição hospitalar, que merecem uma maior atenção a fim de evitar que esse número aumente nos pacientes hospitalizados. É de extrema importância que se modifiquem os métodos de avaliação e acompanhamento dos pacientes, tendo um olhar mais crítico no que diz respeito à força muscular e à massa muscular, visto que estes podem ser preditores de tempo de internação e mortalidade.

Biografia do Autor

Joana Zanotti, FSG Centro Universitário
Docente do Curso de Nutrição, FSG Centro Universitário
Fernanda Werberich, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Giordana Roth Fernandes Maschio, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Marieli Tretto, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Ana Lucia Hoefel, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Publicado
2019-01-03