PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES IDOSOS HOSPITALIZADOS DE UM HOSPITAL DA SERRA GAÚCHA.

  • Joana Zanotti FSG Centro Universitário
  • Ivanete Lemos FSG Centro Universitário
  • Laiza Tomazzoni FSG Centro Universitário
  • Raquel Cordolino FSG Centro Universitário

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são classificados como idosos, nos países em desenvolvimento, cidadãos com idade superior a 60 anos. A OMS presume que, em 2025, haverá cerca 1,2 bilhão de idosos no mundo (FIDELIX, 2013). O envelhecimento, embora seja um processo natural, expõe o organismo a inúmeras modificações anatômicas e funcionais, com consequências impactantes de saúde e nutrição do idoso (SILVA, 2015). Alguns autores apontam uma alta prevalência de idosos desnutridos (SILVA, 2015) e desta forma, apresentando aumento da inaptidão funcional, no número de internações, redução da qualidade de vida, maior vulnerabilidade às infecções e, por conseguinte, aumento da mortalidade (PEREIRA, 2016). Em contrapartida, as modificações funcionais e fisiológicas no organismo do idoso podem contribuir para o acúmulo de gordura corporal, fazendo com que a prevalência de excesso de peso aumente nesta população, afligindo os setores de saúde pública (TAVARES, et al., 2018). Nesse contexto, o presente trabalho tem por objetivo diagnosticar o perfil nutricional de idosos internados em um hospital de Caxias do Sul/RS. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo extensionista, transversal, com amostra obtida por conveniência. Foram selecionados todos pacientes idosos internados em um hospital da cidade de Caxias do Sul/RS, durante o mês de abril de 2018.  Através dos mapas de dietas, obtiveram-se todas as internações do mês. A amostra foi composta por 310 idosos, de ambos os sexos. Foram incluídos no estudo todos pacientes com idade acima de 60 anos, com alimentação exclusiva por via oral. Os dados foram coletados através dos prontuários eletrônicos. Foram verificados todos os Índices de Massa Corporal (IMC) dos pacientes, classificando como desnutridos (IMC <22,0kg/m2), eutróficos (IMC ≥ 22,0 e ≤ 27,0 kg/m2) e excesso de peso (IMC > 27,0kg/m2). RESULTADOS E DISCUSSÕES: Participaram desta pesquisa 310 pacientes idosos, dos quais prevaleceu o IMC de excesso de peso em 37% da amostra. A desnutrição apresentou uma prevalência de 31% e 32% eutróficos, respectivamente. Estudos realizados com essa população têm analisado associação do excesso de peso/obesidade com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, doenças osteoarticulares, incontinência urinária (TAVARES, et al., 2018), certos tipos de câncer, síndrome de apneia/hipopneia do sono (SANTOS, et al., 2013) e maiores ocorrências de incapacidade funcional (TAVARES, et al., 2018). Além disso, a obesidade ocasiona adversidades clínicas graves, como o acréscimo da morbidade, abalo na qualidade de vida e morte (TAVARES, et al., 2018). O sobrepeso e a obesidade na população adulta e especialmente na população idosa é alarmante, uma vez que estas condições estão diretamente relacionadas ao aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis e ao aumento da morbimortalidade no país (SILVA, et al., 2016).  CONCLUSÃO: O presente estudo intensifica a importância de uma avaliação nutricional adequada no meio hospitalar. A preocupação não deve estar somente em se obter um diagnóstico nutricional, mas também em criar critérios de acompanhamento e controle dos fatores que contribuem para os problemas nutricionais tanto por carência alimentar, quanto por aqueles relacionados à obesidade. Também devemos salientar que o IMC não deve ser utilizado como parâmetro isolado na classificação do estado nutricional.

Biografia do Autor

Joana Zanotti, FSG Centro Universitário
Docente do Curso de Nutrição, FSG Centro Universitário
Ivanete Lemos, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Laiza Tomazzoni, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Raquel Cordolino, FSG Centro Universitário
Graduando em Nutrição, FSG Centro Universitário
Publicado
2019-01-03
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido