MÁQUINA AUTOMÁTICA DE SNACKS SAUDÁVEIS

  • Bruna Costa da Silva Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)
  • Rosineia Solange da Silva Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)
  • Fernanda Bissigo Pereira Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG)

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Atualmente os alimentos necessários para o nosso corpo e equilibrados nutricionalmente estão sendo substituídos por outros com elevada quantidade de açúcares e gorduras. O alto consumo desses alimentos acarreta impacto negativo na saúde, sendo um deles a obesidade. Segundo Costa et al (2018), a industrialização e a correria do dia a dia colaboraram para as alterações dos padrões alimentares, estando ligado a isso também, o sedentarismo. Sob este enfoque, a alteração alimentar prioriza os alimentos super calóricos e com alto teor de gorduras e açúcares, sendo estes de fácil acesso e práticos, como por exemplos: biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes, guloseimas em geral, entre outros. Estes alimentos ultraprocessados são basicamente feitos em indústria, que por muitas vezes acabam perdendo todos seus benefícios nutricionais (COSTA et al., 2018). De acordo com Marques, Mendes & Serra (2017), os hábitos saudáveis devem ser adquiridos precocemente, pois quando não adequados, podem levar a doenças crônicas e a prevenção é a melhor maneira de preservar a saúde ao longo do tempo. Pensando na questão da alimentação como uma forma de prevenção de doenças, o objetivo deste trabalho foi criar uma opção prática e saudável de alimentação para o dia a dia, adaptando uma máquina de snacks com alimentos nutricionalmente saudáveis. MATERIAL E MÉTODOS:  Para a construção da máquina de snacks saudáveis foram utilizados materiais como: madeira em MDF, cola, molduras, vidros comuns, parafusos de 6mm, linguetas de pvc, suportes em formato “L” para fixar as molduras, grampos, e batentes para fixação. As imagens de alimentos saudáveis foram representadas através de desenhos ilustrativos dos alimentos, sendo eles: frutas, sucos naturais, frutas picadas em pote, barra natural de cereal, água, amendoim, chocolate com alto percentual de cacau, mix de nozes amêndoas e castanhas, bolo de pote saudável, biscoito integral e iogurtes. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A maquete final ficou parecida com a máquina real, com as prateleiras para colocar as ilustrações alusivas dos alimentos e bebidas, contendo todos as informações necessárias para a sua utilização, como: colocação do dinheiro em cédulas e/ou moedas, acionamento manual para escolha do alimento, orientações para a retirada do produto. O tamanho total ficou em: tamanho externo de 37,5cm X 53,5cm, na parte interna 27,5cm X 43,5cm, e profundidade de 6cm. A construção de uma máquina real pode incentivar bons hábitos alimentares, uma vez que seriam utilizados também alimentos in natura. Ela ficaria exposta em locais estratégicos, de fácil acesso e acessível para todos os públicos. Ressalta-se que conforme muda a safra dos alimentos, os mesmos serão substituídos, visando o custo benefício e a qualidade nutricional dos alimentos ofertados. Ela teria uma temperatura adequada, conforme a legislação alimentar para manter os alimentos sempre frescos e próprios para o consumo (BRASIL, 2004). Os consumidores teriam uma segunda opção de alimentação, uma vez que a máquina original só utiliza alimentos ultraprocessados e de baixo valor nutricional. CONCLUSÃO: A oferta de alimentos saudáveis através da máquina de snacks cria uma competição no mercado consumidor fazendo com que as pessoas possam escolher opções mais saudáveis para suas refeições, contribuindo de forma positiva na qualidade de vida e prevenção de doenças crônicas. REFERÊNCIAS

BRASIL. Resolução -RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Disponível em: http:www.portal.anvisa.gov.br Acesso em: 25 de maio de 2018.

 

COSTA, C. dos S.; FLORES, T.R.; WENDT, A.; NEVES, R.G.; ASSUNÇÃO, M.C.F.; SANTIS, I.S. Comportamento sedentário e consumo de alimentos ultraprocessados entre adolescentes brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 2015. Cadernos de Saúde Pública, [s.l.], v. 34, n. 3, p.1-12, 8 mar. 2018. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00021017. Acesso em: 12 de maio de 2018.

 

MARQUES, M. do C. M. P.; MENDES, F. R. P.; SERRA, I. da C. C. Estilos de vida: representações sociais construídas por doentes com infarto do miocárdio e familiares. Revista Gaúcha de Enfermagem, [s.l.], v. 38, n. 2, p.1-12, jan. 2017. Disponível em:  http://dx.doi.org/10.1590/1983-1447.2017.02.62593. Acesso em: 17 de maio de 2018.

Publicado
2019-01-03
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido