EFEITO DO TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE DE RESINAS ACRÍLICAS TERMOPOLIMERIZÁVEIS COM ADIÇÃO DE SÍLICA NA ADESÃO DE Candidadubliniensis– ESTUDO In Vitro

  • Letícia Barbieri Elsemann Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG http://orcid.org/0000-0002-0627-6839
  • Daniel Galafassi
  • Rogério Brasiliense Elsemann
  • Estelamari Barbieri Elsemann
  • Alexandra Flávia Gazzoni

Resumo

 

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:A resina acrílica termopolimerizável a base de polimetilmetacrilato (PMMA) é de grande utilidade para a Odontologia, sendo assim uma opção vantajosa frente a outros tipos de materiais (LEE, J. H., 2016).Porém, o PMMA apresenta baixa propriedade antimicrobiana, fator que torna a cavidade oral uma superfície susceptível a infecções. Assim, o tratamento de superfície com adição de sílica junto ao PMMA é uma alternativa para melhorar as características das propriedades do PMMA, tais como força flexural, dureza de superfície, rugosidade e resiliência, uma vez que estes são considerados fatores que influenciam na aderência dos microrganismos causadores das estomatites protéticas nos usuários de próteses acrílicas odontológicas (CEVIK P, 2016). Dado isto, este estudo tem como objetivo avaliar a adesão fúngica em bases de próteses acrílicas termopolimerizáveis, após o tratamento de superfície com a adição de sílica junto ao PMMA. MATERIAL E MÉTODOS:Para avaliar a inibição do biofilme fúngico foram confeccionados dois grupos de corpos de provas utilizando como base a Resina Acrílica TermopolimerizávelTrilux Base (VIPI, Pirassununga, Brasil). Cada grupo foi composto por 10 corpos de provas padronizados conforme a norma nº12 da American Dental Association (ADA) com dimensões 20x 10 x 5mm (AMERICAN DENTAL ASSOCIATION, 1975). Sendo assim, estes grupos foram compostos por: a) corpos de prova confeccionados apenas com resina acrílica termopolimerizável (Grupo 1 – grupo-controle); b) corpos de prova confeccionados com resina acrílica termopolimerizável adicionado a nanopartículas de sílica (5% peso/ volume) (Grupo 2 – teste).  Todos os corpos de prova dos respectivos grupos do estudo passaram pelo cultivo fúngico para avaliação da aderência fúngica. Para tanto, foi utilizada uma cepa clínica de Candidadubliniensis(LMPB44) isolada previamente de um paciente com estomatite protética. Por conseguinte, foi preparada uma suspensão C. dubliniensis padronizada a uma concentração de 106células/mililitro (cels/ml)com uso da escala 0,5 de MacFarland. Posteriormente, cada corpo de prova foi contaminado de forma individual com uma solução composta de 100 microlitros (µL) da suspensão padronizada adicionada a 100 µL de saliva artificial (BELLA PHARMA, CAXIAS DO SUL, BRASIL). Após 48 horas de incubação em aerobiose a 37°C, tais corpos de prova passaram pelo processo de sonicação. Posteriormente, uma alíquota de 100 µL foi semeada na superfície de placas de petri contendo Ágar Sabouraud + Cloranfenicol (HIMEDIA, MUMBAI, ÍNDIA).Após 48 horas contabilizou-se as Unidades Formadoras de Colônias por mL (UFC/mL) através da contagem manual. Os resultados de cada grupo foram comparados entre si utilizando o Teste T’Student com amostra pareada. RESULTADOS E DISCUSSÕES:No grupo 1 (GrupoControle) foi observada uma média de 23,7X 109 UFC/ml (2,2 – 50; 21,9, IC 95%). Já no grupo 2 (Grupo – teste), o valor da média de adesão fúngica 0,26 X 109UFC/ml (0,1 – 1,1; 0,4; 95% IC). Quando os Grupo 1 x Grupo 2 foram comparados entre si foi observada diferença significativa no que diz respeito a adesão da C. dubliniensis (P< 0,001). CONCLUSÃO: A partir do nosso resultado relata-se que a adição de sílica a 5% previne a adesão de C.dubliniensis em próteses dentárias, demonstrando assim seu possível uso na área da Odontologia. Por sua vez, nosso estudo suporta os resultados da literatura que relatam que a sílica interfere na formação do biofilme de C.dubliniensis. (CEVIK P, 2016).

Biografia do Autor

Letícia Barbieri Elsemann, Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG
Odontologia FSG
Publicado
2018-12-28
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido