USO IRRACIONAL DE MEDICAMENTOS E POLIFARMÁCIA EM IDOSOS

REVISÃO DE LITERATURA

  • Camila Alquati Tarelli
  • Letícia Pescador
  • Roberta Soldatelli Pagno Paim UCS

Resumo

Dados divulgados pelo IBGE no ano de 2018 demonstraram um aumento de 18% na população idosa brasileira e estimam que até o ano de 2060 os idosos irão corresponder a mais de 25% da população do país. É sabido que, junto à idade avançada, há um aumento na incidência de doenças decorrentes de alterações fisiológicas, em especial as doenças crônicas não transmissíveis. O aparecimento dessas patologias associado a fatores como automedicação e acompanhamento com diversos médicos simultaneamente contribuem para a prática da polifarmácia. Tendo em vista os riscos potencialmente perigosos da polifarmácia, como interações medicamentosas e agravamento das reações adversas, este estudo busca apresentar, na forma de uma revisão de literatura, o comportamento dos idosos quanto à automedicação, uso irracional de medicamentos e polifarmácia, assim como a importância do desenvolvimento de estratégias para contribuir com a o uso racional de medicamentos. Considerando que as características farmacocinéticas e farmacodinâmicas dos idosos contribuem para o desenvolvimento de reações adversas e efeitos tóxicos, e que, a polifarmácia, muitas vezes, é inevitável, é importante considerar o desenvolvimento de estratégias que visem o uso racional de medicamentos nesta população. É fundamental que os profissionais de saúde garantam a qualidade da terapia medicamentosa, evitando uso exagerado de fármacos e com isso reduzindo potenciais efeitos adversos e riscos à saúde dos idosos.

Publicado
2020-02-17
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Artigo Completo