O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E OS DISTÚRBIOS OSTEOMUSCULARES DE PRODUTORES DE UVA DA SERRA GAÚCHA – ANÁLISE POR FOTOGRAMETRIA COMPUTADORIZADA

  • Taciane Bavaresco
  • Diele Simionato Menegat
  • Graziela Muterle Tonello
  • William Dhein
  • Renata D`Agostini Nicolini-Panisson Centro Universitário da Serra Gaúcha/ Professora Doutora Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Reabilitação
  • José Davi Oltramari

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:Em resultante da grande produção de uva, os trabalhadores rurais têm adoecido pela grande demanda física que o trabalho de poda, tratamento e colheita da videira ocasionam. Tendo início da inserção de distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT) no ambiente rural. Se caracterizando por movimentos amplos e repetitivos causando as lesões por esforço repetitivo (LER) na região dos membros superiores e uma sobrecarga da coluna lombar pela posição a qual é mantida em pé (ALVES,GUIMARÃES, 2012). De acordo com o Ministério da Saúde, as LER e DORT caracterizam-se por vários sintomas, concomitantes ou não, e de aparecimento insidioso, com dor, parestesia, sensação de peso e fadiga. Sabemos que a fisioterapia tem como principal objetivo diminuir a dor e evitar agravo de patologias. Nesse contexto, o objetivo principal dessa pesquisa foi avaliar as queixas álgicas em trabalhadores rurais que realizam a colheita da uva. Tendo como objetivo secundário avaliar as características sociodemográficas destes indivíduos. MATERIAL E MÉTODOS: A pesquisa foi caracterizada por um estudo com delineamento transversal, composto por trabalhadores rurais da cidade de Flores da Cunha e Nova Pádua - RS. A coleta foi realizada com a parceria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Flores da Cunha e Nova Pádua (RS) e no domicílio dos agricultores que concordaram em participar da pesquisa. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário da Serra Gaúcha sob o número 3.201.860. Fez-se uso de quatro instrumentos para a coleta de dados, sendo eles uma ficha de perfil Sociodemográfico, Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), Escala Visual Analógica (EVA) da Dor e Fotogrametria computadorizada. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Verificou-se que quanto maior o tempo trabalhado maior era a dor dos produtores (p=0,002) em comparação aos que não apresentaram dor. Encontrou-se uma significância na jornada de trabalho para agricultores com transtornos de estresse, ansiedade e transtorno do ciclo vigília-sono do que os que não apresentaram (ROCHA et al,. 2014). CONCLUSÃO: Destaca-se que houve algumas limitações ao realizar o estudo, devido à escassez de algumas informações para a Análise Ergonômica do Trabalho, assim como a dificuldade de acesso de locomoção até os próprios agricultores, em áreas afastadas.

Publicado
2020-02-19
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido