ESTUDO COMPARATIVO SOBRE QUALIDADE DE VIDA, SONO E QUEIXAS OSTEOMUSCULARES EM ENFERMEIROS E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DE CAXIAS DO SUL, RS

  • Jéssica Ramos das Neves
  • Patrick Moreira Leonardo
  • Aline de Campos Teixeira
  • Júlia Tartaroli Mandelli
  • Renata D`Agostini Nicolini-Panisson Centro Universitário da Serra Gaúcha/ Professora Doutora Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Reabilitação
  • José Davi Oltramari

Resumo

INTRODUÇÃO E FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A enfermagem é considerada uma profissão onde seu principal objetivo é cuidar do bem-estar e saúde do indivíduo e de seu coletivo, atuando na proteção, promoção, reabilitação e recuperação das pessoas, respeitando a ética e preceitos legais no cuidado do ser humano (PIZZOLI, 2005). Entretanto, os distúrbios musculoesqueléticos são as maiores causas de limitações funcionais na saúde da população adulta e também ocorrem nessa população, devido ao movimento repetitivo, à sobrecarga para transferência de pacientes e às sobrecargas do trabalho em si.Assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar as condições de saúde de enfermeiros e técnicos de enfermagem, traçar o perfil epidemiológico, avaliar a qualidade de vida, qualidade do sono e também avaliar suas queixas álgicas, relacionando-as com os diferentes turnos trabalhados. MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizado um estudo de censo, com a amostragem por conveniência constituída por 80 indivíduos que trabalham em Hospital particular em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Este estudo teve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa Faculdade da Serra Gaúcha pelo Parecer nº 2.762.408. A fim de mensurar a distribuição das principais queixas de dor dos enfermeiros e técnicos de enfermagem foi utilizado o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO). Para mensurar a qualidade de vida foi utilizado o Questionário de Qualidade de Vida SF – 36 (Medical Outcomes Study 36 – Item Short – Form Health Survey). E para avaliar a qualidade do sono foi utilizado o Questionário de Qualidade do Sono. RESULTADOS E DISCUSSÕES:A pesquisa foi contemplada por 80 indivíduos, sendo 10 (12,5%) enfermeiros e 70 (87,5%) técnicos em enfermagem, a idade média foi de 40 anos (±10), e 60% da amostra estudada apresentava queixas de dor, dormência ou desconforto na região lombar seguido de 50% na do pescoço. Analisando os últimos 7 dias, os indivíduos ainda permaneciam com algia na região lombar (42%) e já nos últimos 12 meses aqueles que não conseguiram trabalhar ou tiveram problemas domésticos não o fizeram por problemas na região dorsal (30%). Segundo Gonçalves et al., a lombalgia tem sido apontada por uma grande diversidade de fatores causais, como por exemplo: repetitividade de movimentos, levantamento de pesos durante as transferências de pacientes, empurrar objetos pesados. CONCLUSÃO:Ao analisar os principais resultados obtidos com o estudo, mais da metade da amostra referiu algum tipo de queixa osteomuscular em alguma região do corpo nos últimos 12 meses. Decorrente a isto, deve ser dada uma maior atenção às posturas realizadas por esses profissionais durante sua jornada de trabalho, principalmente nas atividades que exijam força evitando à sobrecarga durante o manuseio dos pacientes. A associação de medidas preventivas podem promover redução das dores e até mesmo minimizar o afastamento destes trabalhadores.

REFERÊNCIAS

PIZZOLI, LML. Qualidade de vida no trabalho: um estudo de caso das enfermeiras do Hospital Heliópolis.Ciênc. saúde coletiva, 10(4), 1055-1062, 2005. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232005000400028. (20/05/2019).

GONÇALVES, JRS et al. Causas de afastamento entre trabalhadores de enfermagem de um hospital público do interior de São Paulo. Rev Min Enferm., Belo Horizonte, 9(4), 309-314, out./dez. 2005. www.reme.org.br/artigo/detalhes/477. (11/06/2019).

 

Publicado
2020-02-19
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido