ANEMIA FERROPRIVA

UMA ABORDAGEM GERAL

  • Ana Paula de Lima Carmen Basso
  • Débora Borba
  • Edilvane Kitaichuca
  • Natália Pezzi
  • Patrícia Kelly Wilmsen Dalla Santa Spada

Resumo

INTRODUÇÃO: Anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina (Hb) no sangue está abaixo do normal como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência” (OMS, 2014). Ademais, em nível mundial e nacional há uma falta de dados atualizados que demostrem a real situação dessa condição. Sabe-se que as principais causas da anemia estão ligadas com o déficit de ferro na alimentação, seja por dietas muito restritivas, vegetarianismo sem a devida orientação, deficiência nutricional; deficiência da vitamina B12 e de ácido fólico. A condição socioeconômica também pode ser um fator relacionado com a patologia, além da fase da vida (FILHO,2008; YAMAGISHI, 2017). O objetivo deste trabalho é informar sobre a anemia ferropriva e suas diferentes causas. METODOLOGIA: O resumo expandido trata-se de uma revisão bibliográfica de artigos publicados em língua portuguesa, de revistas indexadas no Scielo, utilizando os descritores anemia, vitamina B12 e ferropriva. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os sintomas característicos da anemia são a fraqueza, cefaleia, irritabilidade, síndrome das pernas inquietas e vários graus de fadiga e intolerância aos exercícios. Além disso, pode existir desejo por comer terra, papel, amido entre outros, em caso de excessiva carência de ferro (BAIN, 2016; YAMAGISHI, 2017). Existem grupos mais propensos a adquirir a patologia como as gestantes e as crianças. Dessa forma, as gestantes têm maior risco de desenvolvimento da anemia devido à elevada necessidade de ferro, determinada pela rápida expansão dos tecidos e da produção de hemácias, difíceis de serem supridas apenas pela dieta (MAGALHÃES, 2018). Na mesma proporção, as crianças desenvolvem mais facilmente a patologia por encontrem-se em fase de crescimento (GONTIJO, 2017). A melhor forma de diagnosticar a anemia ferropriva é através de exames de sangue. Uma averiguação física no paciente pode sugerir a doença como a pele e olhos com possível icteria, mas o exame sanguíneo hemograma dará a certeza do resultado no qual podemos analisar vários indicadores, principalmente a concentração de hemoglobina que deve estar superior a 12 g/dL na mulher e 13 g/dL no homem (YAMAGISHI, 2017; Márquez-Benítez, 2018). O surgimento para tratar patologia relacionada a reposição de ferro ocorreu em 1832 e era conhecida com a “pílula de Blaud”. Dessa forma, ao longo dos anos, outras formas de medicamentos foram surgindo. Hoje, sabe-se que a suplementação de ferro é extremamente comum. Entretanto, ela também pode ocorrer de forma errônea e, muitas vezes, não é necessária, por isso é imprescindível acompanhamento de profissionais da área da saúde e que sejam capacitados sobre o assunto. Assim, com o diagnóstico preciso será possível inferir a suplementação e adequar a dieta do paciente (CANÇADO, 2010). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nem toda anemia é causada pela deficiência de ferro e vários fatores estão relacionados com esse quadro, portanto é imprescindível investigar sua causa e adequar o tratamento.
Publicado
2020-02-18
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido