COMPARAÇÃO DO NIVEL DE QUALIDADE DE VIDA E HÁBITOS SAUDÁVEIS DE MULHERES ATIVAS E SENDENTÁRIAS

  • Patricia Formigheri FSG - Centro Universitário da Serra Gaúcha
  • Cristian Roncada
  • Tailine Camargo de Oliveira

Resumo

INTRODUÇÃO: Com o crescente avanço tecnológico e facilidades da vida cotidiana, a população tem se tornado cada vez mais sedentária (ACSM, 2011). Levando em consideração a população brasileira, estima-se que 49,2% dos adultos são sedentários, sendo a prevalência de 51,6% em mulheres. O sedentarismo combinado a outros fatores de risco comuns como, consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, podem desencadear agravos contribuindo com a incidência para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como: diabetes, osteoporose, câncer de cólon, de pulmão entre outros. A prática de atividade física (AF) é uma ferramenta na prevenção dessas doenças crônicas e realizar 75 minutos semanais intensos ou 150 minutos moderados está relacionado com a diminuição de medicamentos controlados podendo auxiliar no controle da obesidade, pressão arterial, e diabetes (WHO, 2014). A manutenção de hábitos saudáveis se constrói em longo prazo, sendo preciso disciplina para ter uma alimentação adequada, horas de sono suficientes, incluindo equilíbrio entre estados físico, funcional e psicológico (CAVALCANTI et al., 2011). Mediante a tais fatos, o objetivo do estudo é verificar e comparar os níveis de qualidade de vida e hábito de vida saudável de mulheres fisicamente ativas e mulheres sedentárias no município de Caxias do Sul/RS. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, com mulheres de 18 a 59 anos de idade, fisicamente ativas e sedentárias, recrutadas por conveniência em academias e na comunidade de Caxias do Sul/RS. Inicialmente foi aplicado um questionário sócio demográfico e o questionário internacional de atividades físicas (IPAQ), versão curta. Após, aplicado o questionário de qualidade de vida (WhoQol-Bref) e questionário de percepção de hábitos saudáveis (QPHAS). O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Participaram do estudo 221 mulheres, com idade média de 29,3±7,1 anos, residentes no município de Caxias do Sul/RS, praticantes de atividades físicas regulares (153; 69,2%) e não praticantes de atividades físicas (68; 30,8%), 150 (67,9%) com escolaridade a nível de ensino superior. Foi apontado que o grupo das mulheres sedentárias possui escores de nível de qualidade de vida inferiores que as mulheres fisicamente ativas. Em relação à percepção de hábitos de vida saudáveis, os resultados apontam não existir diferenças entre os três grupos. Atualmente é recomendado fazer exercício físico como um comportamento saudável e os métodos de treinamento contínuo entre 30 a 60 min por sessão com uma intensidade baixa a moderada de 2 a 7 sessões por semana (ACMS, 2010; WARBUTON et al,2010.) A OMS (2010) também recomenda que pessoas com idade entre 18 e 65 anos devem realizar no mínimo de 150 minutos por semana de exercício físico com uma intensidade moderada. CONCLUSÃO: conclui-se que mulheres praticantes de atividade física regular possuem níveis de qualidade de vida maiores em relação às mulheres fisicamente sedentárias; em relação a percepção de hábitos de vida saudáveis, não existe diferenças entre fisicamente ativas, moderadas ou fisicamente sedentárias. Em relação ao tempo de atividade física semanal na percepção para a qualidade de vida e de saúde, demostrado relação significativa somente para qualidade de vida.

INTRODUÇÃO: Com o crescente avanço tecnológico e facilidades da vida cotidiana, a população tem se tornado cada vez mais sedentária (ACSM, 2011). Levando em consideração a população brasileira, estima-se que 49,2% dos adultos são sedentários, sendo a prevalência de 51,6% em mulheres. O sedentarismo combinado a outros fatores de risco comuns como, consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo, podem desencadear agravos contribuindo com a incidência para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como: diabetes, osteoporose, câncer de cólon, de pulmão entre outros. A prática de atividade física (AF) é uma ferramenta na prevenção dessas doenças crônicas e realizar 75 minutos semanais intensos ou 150 minutos moderados está relacionado com a diminuição de medicamentos controlados podendo auxiliar no controle da obesidade, pressão arterial, e diabetes (WHO, 2014). A manutenção de hábitos saudáveis se constrói em longo prazo, sendo preciso disciplina para ter uma alimentação adequada, horas de sono suficientes, incluindo equilíbrio entre estados físico, funcional e psicológico (CAVALCANTI et al., 2011). Mediante a tais fatos, o objetivo do estudo é verificar e comparar os níveis de qualidade de vida e hábito de vida saudável de mulheres fisicamente ativas e mulheres sedentárias no município de Caxias do Sul/RS. MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, com mulheres de 18 a 59 anos de idade, fisicamente ativas e sedentárias, recrutadas por conveniência em academias e na comunidade de Caxias do Sul/RS. Inicialmente foi aplicado um questionário sócio demográfico e o questionário internacional de atividades físicas (IPAQ), versão curta. Após, aplicado o questionário de qualidade de vida (WhoQol-Bref) e questionário de percepção de hábitos saudáveis (QPHAS). O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa e os participantes assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Participaram do estudo 221 mulheres, com idade média de 29,3±7,1 anos, residentes no município de Caxias do Sul/RS, praticantes de atividades físicas regulares (153; 69,2%) e não praticantes de atividades físicas (68; 30,8%), 150 (67,9%) com escolaridade a nível de ensino superior. Foi apontado que o grupo das mulheres sedentárias possui escores de nível de qualidade de vida inferiores que as mulheres fisicamente ativas. Em relação à percepção de hábitos de vida saudáveis, os resultados apontam não existir diferenças entre os três grupos. Atualmente é recomendado fazer exercício físico como um comportamento saudável e os métodos de treinamento contínuo entre 30 a 60 min por sessão com uma intensidade baixa a moderada de 2 a 7 sessões por semana (ACMS, 2010; WARBUTON et al,2010.) A OMS (2010) também recomenda que pessoas com idade entre 18 e 65 anos devem realizar no mínimo de 150 minutos por semana de exercício físico com uma intensidade moderada. CONCLUSÃO: conclui-se que mulheres praticantes de atividade física regular possuem níveis de qualidade de vida maiores em relação às mulheres fisicamente sedentárias; em relação a percepção de hábitos de vida saudáveis, não existe diferenças entre fisicamente ativas, moderadas ou fisicamente sedentárias. Em relação ao tempo de atividade física semanal na percepção para a qualidade de vida e de saúde, demostrado relação significativa somente para qualidade de vida.

Publicado
2021-03-17
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido