PROPOSTA DE UM PROTOCOLO OPERACIONAL PARA PADRONIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FISIOTERAPÊUTICA NO PRÉ E PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS CARDÍACAS NO ÂMBITO HOSPITALAR

  • Alessandra Ares FSG Centro Universitário
  • Caroline Bernardes FSG
  • Bruna Eibel

Resumo

INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, o número de pacientes com doenças cardiovasculares que necessitam de abordagem cirúrgica tem aumentado de forma significativa. A anestesia e determinadas cirurgias predispõem a alterações da mecânica respiratória, nos volumes pulmonares e nas trocas gasosas, que culminam com a necessidade de cuidados intensivos, bem como suporte ventilatório por tempo prolongado. A dor associada ao grande estímulo nociceptivo e a presença dos drenos torácicos interferem na recuperação do paciente no pós-operatório de cirurgia cardíaca por influenciar a capacidade de tossir e respirar normalmente, podendo resultar em maior prejuízo na função pulmonar. A esternotomia mediana é o primeiro fator que contribui para a instabilidade do tórax e piora da complacência ou expansibilidade torácica. O fisioterapeuta tem um papel relevante neste processo desde o momento da internação no pré-operatório até a alta hospitalar, por vezes acompanhando o paciente após alta. OBJETIVO: Propor um protocolo para padronização dos procedimentos realizadas pela equipe de fisioterapia, no âmbito hospitalar, no pré e pós-operatório de cirurgia cardíaca. MATERIAL E MÉTODOS: O presente estudo foi elaborado a partir da literatura cientifica que contemplasse a temática de Fisioterapia pré e pós-operatória de cirurgia cardíaca. Foram selecionados estudos no período compreendido entre o ano de 2000 a 2020 e as buscas ocorreram nas bases de dados Pub-Med, Google Acadêmico e Scielo. RESULTADOS: A atuação do profissional fisioterapeuta no pré e pós-operatório possibilita a melhora deste paciente diminuindo as complicações pós-cirurgicas. A fisioterapia no período pré-operatório consiste no acompanhamento fisioterapêutico que antecede o procedimento cirúrgico, nas informações e orientações passadas ao paciente, minimizando as morbidades pós-operatórias e os desconfortos, reduzindo o tempo de internação. A fisioterapia respiratória é frequentemente utilizada na prevenção e tratamento de complicações pós-operatórias como: retenção de secreção, atelectasias e pneumonias. A fisioterapia motora evita as complicações da síndrome do imobilismo, melhorando não somente a função musculoesquelética, mas também a cardiovascular e respiratória além do bem estar psicológico do paciente. Partindo deste pressuposto entendemos que o suporte fisioterapêutico inicia-se com a chegada do paciente no hospital, quando o mesmo vai para Unidade de Terapia Intensiva, pós-operatório imediato, na alta para o quarto e após sua saída do ambiente hospitalar para ambulatório. A assistência fisioterapêutica adequada é o diferencial dentro deste processo, pois é eficaz gerando uma melhora na resposta motora, respiratória, na qualidade de vida deste paciente, diminuindo assim sua permanência no hospital. CONCLUSÃO: A partir da revisão bibliográfica, foi possível propor um protocolo operacional padrão a ser utilizado na admissão de pacientes que encontravam-se no pré-operatório e pós operatório de cirurgia cardíaca.

  REFERÊNCIAS

Ramos WRA, et al. Mortality predictors in coronary artery bypass grafting surgery. Rev Bras Cardiol. 2013;26(3):193-9 maio/junho

Cavalcante SE. Impacto da Fisioterapia Intensiva no Pós-Operatório de Revascularização Miocárdica. Arq. Bras. Cardiol. vol.103 no.5 São Paulo nov. 2014  Epub 28-Out-2014

Leguisamo CP, Kalil RAK, Furlani AP. A Efetividade de uma proposta fisioterapêutica pré-operatória para cirurgia de revascularização do miocárdio. Rev Braz J Cardiovasc Surg, 2005; 20 (2):134-141.

Publicado
2021-03-18
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido