PROPOSTA DE UM PROTOCOLO OPERACIONAL PARA PADRONIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA FISIOTERAPÊUTICA NO ÂMBITO HOSPITALAR PARA PACIENTES ACOMETIDOS POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

  • Patrick Moreira Leonardo
  • Bruna Eibel
  • Caroline Bernardes FSG

Resumo

INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é considerado a principal causa de incapacidade na população adulta, apresentando elevada incidência e prevalência em razão dos altos índices de sobrevivência. Aproximadamente, 22% dos indivíduos com sequelas de AVC necessitam de auxílio para marcha, 26% são dependentes na realização de atividades de vida diária e 65% apresentam limitação funcional relacionada ao membro superior. OBJETIVO: Propor um protocolo para padronizar, elencar e catalogar os procedimentos realizadas pela equipe de fisioterapia, no âmbito hospitalar, na assistência a pacientes acometidos por Acidente Vascular Cerebral.  MATERIAL E MÉTODOS: Realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura com dados obtidos a partir de artigos científicos sobre assuntos pertinentes ao AVC e à abordagem fisioterapêutica diante do paciente diagnosticado com essa condição. O período de publicação dos artigos ficou compreendido entre 2000 a 2020, sendo a busca realizada nas plataformas SciELO e PubMed e, dos artigos encontrados na busca inicial, apenas 6 compuseram o estudo por abordarem as características necessárias para o desenvolvimento do mesmo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Diante do que foi encontrado, percebeu-se que a avaliação do paciente deve ser conduzida com o objetivo de entender a complexidade da condição clínica na qual o paciente se encontra, desde o seu tônus muscular, amplitude de movimento alcançada até os hábitos de vida anteriores ao AVC. Percebeu-se também a importância de gerenciar as comorbidades e prevenir demais complicações secundárias, maximizando a recuperação funcional e facilitando a independência física dos pacientes, sempre atento à condição cardiorrespiratória também. Do ponto de vista da assistência fisioterapêutica motora, quando houver aumento da resistência do músculo ao estiramento passivo (hipertonia), deve-se realizar a modulação do tônus muscular através de técnicas facilitatórias e/ou inibitórias; mobilizações, exercícios e alongamentos devem ser realizados para a manutenção da amplitude de movimento e também para prevenir deformidades e contraturas; exercícios de fortalecimento muscular também devem ser realizados para manter e/ou aumentar a força muscular, principalmente do lado não afetado. Ainda sobre a assistência fisioterapêutica, voltada à condição respiratória, utilizam-se técnicas de higiene brônquica e reexpansão pulmonar nos quadros que apresentarem doenças respiratórias associadas e secreção nas vias aéreas. CONCLUSÃO: A padronização do atendimento fisioterapêutico otimiza o tratamento, pois acentua os principais propósitos e demandas de maneira prática e objetiva, e também otimiza o tempo, muitas vezes reduzido quando se fala de ambiente hospitalar.   REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA FÍSICA E REABILITAÇÃO (ABMFR). Espasticidade: avaliação clínica. Projeto Diretrizes. Disponível em https://diretrizes.amb.org.br/_ BibliotecaAntiga/espasticidade-avaliacao-clinica.pdf. Acesso em: 20 mai 2020.

AYRES, E. L; SANDOVAL, M. H. L. Toxina botulínica na dermatologia: guia prático de técnicas e produtos. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

CAROD-ARTAL, F. J; EGIDO, J. A. Quality of life after stroke: the importance of a good recovery. Cerebrovasc Dis, v. 27, n. 1, p. 204-14, 2009.

DAVIES, P. M. Hemiplegia: tratamento para pacientes após AVC e outras lesões cerebrais. Barueri, São Paulo: Manole, 2008.

FERLA, F. L; GRAVE, M; PERICO, E. Fisioterapia no tratamento do controle de tronco e equilíbrio de pacientes pós AVC. Rev Neurocienc, v. 23, n. 2, p. 211-217, 2015. Disponível em https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/download/8028/5562. Acesso em: 20 mai 2020.

FERRAREZI, K. C; GUEDES, J. E. R. P. O uso de técnicas para auxiliar a flexibilidade e equilíbrio em adolescentes portadores de paralisia cerebral: o relato de três casos. Acta Scientiarum, v. 2, n. 22, p. 625-29, 2000. Disponível em http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ActaSciBiolSci/article/view/3095/ 2141. Acesso em: 20 mai 2020.

GOMES, C. O; GOLIN, M. O. Tratamento fisioterapêutico na paralisia cerebral tetraparesia espástica, segundo conceito Bobath. Rev Neurocienc, v. 21, n. 2, p. 278-85, 2013. Disponível em http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2013/RN2102/relato%20de%20caso%202102/757%20rc.pdf. Acesso em: 20 mai 2020.

LEBRASSEUR, N. K; SAYERS, S. P; QUELLETTE, M. M; FIELDING, R. A. Muscle impairments and behavioral factors mediate functional limitations and disability following stroke. Phys Ther, v. 86, n. 10, p. 1342-50, 2006.

LOUREIRO, A. B; VIVAS, M. C; CACHO, R. O; CACHO, E. W. A; BORGES, G. Evolução funcional de pacientes com hemorragia subaracnóide aneurismática não traumática. R bras ci Saúde, v. 19, n. 2, p. 123-128, 2015. Disponível em https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rbcs/article/view/21863. Acesso em: 20 mai 2020.

MOTTA, E; NATALIO, M. A; WALTRICK, P. T. Intervenção fisioterapêutica e tempo de internação em pacientes com Acidente Vascular Encefálico. Rev Neurocienc, v. 16, n. 2, p. 118-123, 2008. Disponível em http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2008/RN%2016%2002/Pages%20from%20neuro_vol_16_n2-9.pdf. Acesso em: 20 mai 2020.

TEIXEIRA-SALMELA, L. F; OLIVEIRA, E. S. G; SANTANA, E. G. S; RESENDE, G. P. Fortalecimento muscular e condicionamento físico em hemiplégicos. Acta Fisiátrica, v. 7, n. 3, p. 108-118, 2000. Disponível em https://www.revistas.usp.br/actafisiatrica/article/viewFile/102266/100646. Acesso em: 20 mai 2020.

Publicado
2021-03-18
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido