PROPOSTA DE CARTILHA DE ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES ACOMETIDOS POR TRAUMA PÉLVICO

  • Franciele Giasson
  • Bruna Eibel
  • Caroline Bernardes FSG

Resumo

INTRODUÇÃO: A atual situação de Pandemia ocasionada pelo COVID-19 fez com que os estudantes e profissionais da área da saúde se posicionassem a frente disto, tendo em vista a importância do isolamento social neste período nos despertou uma grande preocupação em relação aos pacientes que se manteriam isolados em seu domicílio para preservar sua saúde e dos demais, evitando assim que vírus se propague. Desta forma como a mídia começou a introduzir assuntos relacionados a “telefisioterapia e telemonitoramento”, modalidade que os fisioterapeutas encontraram para continuar proporcionando atendimentos e monitoração dos seus pacientes através dos meios de comunicação como Facetime, Whatsapp ou até mesmo outras plataformas que possibilitam a comunicação através de vídeo-chamadas. OBJETIVO: Elaborar uma cartilha de orientação para pacientes acometidos por trauma pélvico. MÉTODOS: Assim, foram confeccionadas cartilhas explicativas e de fácil entendimento com orientações necessárias para dar suporte a este tipo de atendimento, com a proposta de orientar e instruir os pacientes em relação ao seu caso clínico, estabelecendo atendimentos que ocorrerão de forma online. A cartilha foi confeccionada a partir de buscas nas bases de dados Scielo, PubMed e Google Acadêmico, buscando os pontos relevantes da reabilitação pélvica para que pudéssemos adaptar e organizar a mesma. RESULTADOS E DISCUSSÕES: As imagens foram inseridas para que a mesma ficasse autoexplicativa e ilustrada facilitando o entendimento do usuário. A cartilha foi dividida em três etapas: inicialmente foram introduzidas algumas orientações e cuidados que o paciente deverá ter no processo de recuperação, em seguida, informações importantes para prevenção de úlceras de pressão, escaras e o posicionamento correto de rolos e almofadas para minimizar o aparecimento das mesmas. Por fim, inseriu-se exercícios para ganho/manutenção de amplitude de movimento (ADM), força muscular e metabólicos. Os exercícios foram descritos de forma detalhada com instruções e imagens ilustrando como executá-los e também o número de repetições. Vale salientar que em todos os momentos citados o fisioterapeuta estará supervisionando e realizando ajustes conforme necessário. CONCLUSÃO: Conclui-se que, em tempos de isolamento social a telefisioterapia/telemonitoramento pode ser definida como a prestação de serviços de saúde usando tecnologias de informação e comunicação para o intercâmbio de informações válidas para o seu plano de reabilitação e orientações sobre o caso clínico do paciente, mas é importante salientar que nada substitui o trabalho presencial de um fisioterapeuta e a aplicabilidade de seus conhecimentos em contato direto com o indivíduo.

REFERÊNCIAS

SILVA, M. R. Efeitos Deletérios: Ausência da Cinesioterapia na Mobilidade Articular em Politraumatizado. Fisioterapia em Movimento, Vol. 21, N° 2, p.39-45, 2008.

COMSTOCK, C. P.; MEULEN, M. C.; GOODMAN, S. B. Biomechanical comparison of posterior internal fixation techniques for unstable pelvic fractures. J Orthop Trauma. 1996;10(8):517-22.

GUIMARÃES, J. M.; MENDES, P. H.; ROCHA, T.; OLIVERO, R. R.; CARDOSO, F. S. Associação entre fratura diafisária de fêmur e disjunção sacroilíaca em crianças. Orto & Trauma: Discussões e Complicações. 2007;4(8):15-8. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/ortotrauma_2007_ago.pdf.> Acesso em: 10, abril de 2020.

 

Publicado
2021-03-18
Seção
Saúde e Ciências Agroveterinárias - Resumo Expandido