PESQUISA SOBRE A INADIMPLÊNCIA DAS PESSOAS FÍSICAS NO BRASIL NO PERÍODO (2003-2015)

  • Odilon José de Oliveira Neto Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Cíntia de Souza Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Jussara Goulart da Silva Silva Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Resumo

Este trabalho tem por objetivo verificar como o emprego, a renda e as políticas econômicas de ordem monetária e cambial explicam à inadimplência das famílias brasileiras, entre o período de janeiro de 2003 e julho de 2015. A partir da análise de correlação, foi verificada uma relação negativa entre o índice de inadimplência do Banco Central e o volume de crédito concedido, o recolhimento de compulsórios, o papel moeda em poder do público, o saldo de títulos públicos, a renda e com o Produto Interno Bruto, por outro lado observa-se uma relação positiva desse mesmo índice de inadimplência com a taxa SELIC, com o índice de inflação e com a taxa de desemprego. Os resultados da análise de regressão sugerem que as variáveis que melhor explicam a inadimplência das pessoas físicas no Brasil são: a taxa de desemprego, o saldo de títulos públicos, o índice de inflação, a renda e o produto interno bruto. Em seguida, o teste de cointegração indicou que as variáveis independentes volume de crédito, taxa básica de juros, índice de inflação, renda média mensal, taxa de desemprego e índice geral de preços do mercado apresentam um equilíbrio na relação de longo prazo com a inadimplência.

Biografia do Autor

Odilon José de Oliveira Neto, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Doutor em Administração pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). Professor da área de Finanças do Curso de Administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU - Campus Pontal). 
Cíntia de Souza, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Graduada em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Jussara Goulart da Silva Silva, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Doutoranda em Administração (UNINOVE). Professora do Curso de Administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU/FACIP)
Publicado
2017-02-21