Ser Carbono Eficiente Implica em Maior Rentabilidade no Brasil?

Filipe Pollis De Carvalho, Vinicius Mothé Maia, Antonio Carlos Figueiredo Pinto, Marcelo Cabús Klötzle

Resumo


Esta pesquisa analisou os possíveis impactos na rentabilidade de empresas que ingressaram ou saíram do Índice de Carbono Eficiente (ICO2). Buscou-se compreender se a participação de uma empresa nesta carteira beneficiaria o seu acionista com ganhos de rentabilidade e, caso contrário, se a saída implicaria em queda na rentabilidade. Até então, o único estudo com tal propósito realizado para o ICO2 foi baseado na primeira carteira formada e verificou apenas o movimento de entrada. Assim, este trabalho procurou analisar este índice sob uma ótica mais dinâmica e atualizada, a partir de mudanças na sua composição ao longo do tempo. Para alcançar este objetivo, realizou-se um estudo de eventos a fim de identificar a existência de retornos anormais em empresas que entraram e saíram do ICO2. A amostra analisada compreendeu doze empresas que realizaram o movimento de entrada ou saída ao longo do período de 2012 a 2015. Os resultados proporcionaram um avanço no entendimento acerca de investimentos sustentáveis no Brasil, uma vez que foram detectados casos de retornos anormais positivos e significantes ao ingressar no ICO2. Ademais, houve caso de retorno anormal negativo e significantes ao deixar o ICO2. Logo, levanta-se a possibilidade de investidores brasileiros valorizarem mais determinadas ações de empresas que adotam práticas carbono eficientes em seu modelo de negócios.


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