Hiperconsumo Moderno e a Destruição Ambiental Diante da Sociedade Democrática Contemporânea

  • Paula Dilvane Dornelles Panassal Universidade de Caixas do Sul
  • Cleide Calgaro Universidade de Caixas do Sul

Resumo

 

I Congresso Internacional de Responsabilidade Socioambiental

http://ojs.fsg.br/index.php/rpsic/issue/current

 

HIPERCONSUMO MODERNO E A DESTRUIÇÃO AMBIENTAL DIANTE DA SOCIEDADE DEMOCRÁTICA CONTEMPORÂNEA

 

Paula Dilvane Dornelles Panassala, Cleide Calgarob,

Acadêmica em Direito. Universidade de Caxias do Sul (UCS). e-mail.paulapanassal@yahoo.com.br

b Doutora em Ciências Sociais; Universidade de Caxias do Sul (UCS); email: ccalgaro@ucs.br

Informações de Submissão

Autor Correspondente Paula Dilvane Dornelles Panassal, endereço: Rua Treze de Junho, 1800 - Caxias do Sul - RS - CEP: 95058-390

 

 

Palavras-chave:

Consumismo.  Democracia. Meio Ambiente

 

 

 

 

 

 

 

 

No presente trabalho, analisou-se o hiperconsumo moderno na sociedade contemporânea e a sua contribuição para o consumo desregrado entre os cidadãos, sendo que este surge quando as motivações privadas superam as finalidades distintivas no ato de consumir, uma vez que a preocupação consigo mesmo é maior que a preocupação com o outro, onde o individualismo é extremo. Pretende-se demonstrar que a destruição ambiental não é o progresso, ecologicamente adequado, para se “ter” e “ser”, no mundo do hiperconsumo moderno, o que vemos é um cenário onde se encontram e se chocam interesses individuais e coletivos, onde se deve adotar um consumo mais consciente, sendo que muitas vezes tal consciência se divide entre as preocupações do individuo e as preocupações da sociedade. Percebe-se que o individuo, inserido na sociedade contemporânea é mais atento e reflexivo, contudo resta saber se este está se utilizando de meios para dos devidos fins, ou seja, não mais causando prejuízos ao meio ambiente. Desse modo, o hiperconsumo, equivale-se a essa hibridação de fatores que podem levar o individuo a uma vida paradoxal, que ao mesmo tempo em que se preocupa com questões sociais, contudo, se preocupa exclusivamente com seu próprio bem estar. Diante desse problema contemporâneo presente em nossa sociedade, deve-se analisar, ainda, a democracia participativa ambiental, sendo que esta deve atentar-se a responsabilidade pela defesa e preservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Ocorre que a construção de uma sociedade de equilibro ambiental passa pela concretização da força normativa do direito constitucional de todas as pessoas, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, via democracia participativa ambiental. Assim a democracia não é somente um conjunto de garantias institucionais, ou seja, uma liberdade “negativa”, mas a luta de sujeitos, impregnados de sua cultura e liberdade, contra a logica dominadora dos sistemas. Conclui-se que existe a necessidade ambiental, pós-consumo, de uma construção satisfatória para buscar a minimização dos efeitos advindos do consumo exagerado, sendo de suma importância uma democracia participativa ambiental, a qual deve se pautar por valores como a vida com qualidade, o bem estar econômico das pessoas, a dignidade humana, a liberdade, igualdade, o pluralismo, a solidariedade, a cidadania, o regime democrático e a ética ambiental, no intuito de alcançar, assim um ambiente saudável, desta forma proporcionará um incremento à cidadania inserida na sociedade moderna.

 

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e ambivalência. Rio de janeiro: Jorge Zahar, 1999

CAMPBELL, Colin; BARBOSA, Lívia (org). Cultura, consumo e identidade. Rio de Janeiro: FGV, 2007.

DEBORD, Guy. A sociedade espetáculo. Trad. Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

LIPOVETSKY, Gilles. Os tempos hipermodernos. São Paulo: Bacarolla, 2004.

 

 

Biografia do Autor

Paula Dilvane Dornelles Panassal, Universidade de Caixas do Sul
Responsabilidade Social/ Educação Ambiental /Sustentabilidade e Inovação.
Cleide Calgaro, Universidade de Caixas do Sul
Responsabilidade Social/ Educação Ambiental /Sustentabilidade e Inovação.
Publicado
2016-12-22
Seção
Responsabilidade Social: desempenho socioambiental, economia inclusiva economia solidária