EFEITOS DO TREINO DE MARCHA EM ESTEIRA COM SUPORTE PARCIAL DE PESO ASSOCIADO À ELETROESTIMULAÇÃO

RELATO DE DOIS CASOS PÓS-ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

  • Camila Carlesso Tieppo
  • Gisele Oltramari
  • Rodrigo Costa Schuster
  • Renata D`Agostini Nicolini-Panisson Centro Universitário da Serra Gaúcha/ Professora Doutora Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Reabilitação

Resumo

INTRODUÇÃO/FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido popularmente como derrame é uma alteração vascular que ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando lesões na área cerebral que ficou sem ou com extravasamento da circulação sanguínea, grande parte dos indivíduos acometidos apresentam alguma sequela. Esse tipo de indivíduos apresentam danos nas funções neurológicas, o que acarreta em déficits no nível das funções motoras, perceptivas sensoriais, comportamentais e da linguagem. (MNISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). A fisioterapia atua na restauração funcional desses indivíduos, com ênfase nos déficits que apresentam, elencando as melhores condutas para cada caso, entre essas condutas estão a terapia com eletroestimulação e o treino de marcha com suporte parcial de peso. A eletroestimulação funcional (FES) é uma terapia muito utilizadas em pacientes pós-AVC e tem resultados comprovados pela literatura, melhorando principalmente a função muscular do indivíduo. (POLESE et al, 2009). Já a terapia por suporte parcial de peso (SPP) é composta por um sistema de suspensão que reduz a descarga de peso sobre o aparelho musculoesquelético devido a redução da força resultante entre a força gravitacional e a força de suspensão. O treino através do SPP reduz as forças gravitacionais, reduzindo também a descarga de peso que o paciente realiza e promove um melhor alinhamento corporal durante a caminhada, gerando um padrão de marcha mais próximo do normal. (BARELA et al, 2015) OBJETIVOS: Verificar os efeitos que o treino por suporte parcial de peso (SPP) em esteira ergométrica associada à eletroestimulação funcional, exerce sobre a marcha em dois pacientes pós-AVC. MÉTODOS: Os indivíduos foram submetidos à avaliação da marcha (Rivermead), equilíbrio e coordenação (Fugl Meyer), mobilidade funcional (TUG-ABS) e qualidade de vida (Questionário SS-QOL). Posteriormente foi aplicado o protocolo de intervenção, composto de sessões de treino de marcha em esteira ergométrica com o SPP e eletroestimulação funcional e os indivíduos foram reavaliados. RESULTADOS: Houveram melhoras em todos os instrumentos avaliados após a intervenção em ambos os casos. CONCLUSÃO: Pode-se concluir que que nos dois relatos de caso abordados, os indivíduos apresentaram melhora na marcha, mobilidade funcional, equilíbrio e coordenação e qualidade de vida após o treino de marcha em esteira com suporte parcial de peso associado a eletroestimulação funcional.

 

Publicado
2019-06-14
Seção
Saúde Pública: estratégias de saúde familiar, promoção de saúde pública, epidemiologia, vigilância sanitária e ambiental